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PIB do Brasil cai pelo segundo trimestre seguido

por Redação — publicado 29/08/2014 10h41, última modificação 29/08/2014 11h01
A sequência de quedas configuraria "recessão técnica", mas índices de renda e emprego ainda permanecem positivos
Marcos Santos/USP Imagens
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O PIB da indústria caiu 1,5% e o de serviços, 0,5%, no período

O Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB) teve queda de 0,6% no segundo trimestre de 2014 em relação aos primeiros três meses do ano, resultado que faz o Brasil entrar na chamada "recessão técnica". Essa condição se configura por dois trimestres consecutivos de crescimento negativo do PIB. No primeiro trimestre de 2014, o PIB revisado do Brasil caiu 0,2%.

O uso do termo "recessão técnica", comum nas avaliações econômicas dos países da União Europeia, divide os especialistas sobre a existência ou não de uma recessão no Brasil. Apesar das quedas do PIB, elas não foram de grande monta. Além disso, outros fatores relacionados a uma recessão propriamente dita, como o nível de desemprego e a renda do trabalhador, continuam em situação positiva.

O resultado negativo tem a ver com os problemas no setor industrial brasileiro. No segundo trimestre, o PIB foi de 1,27 trilhão de reais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O melhor desempenho neste trimestre foi registrado pelo setor de agropecuária, que cresceu 0,2% em relação aos últimos três meses. O PIB da indústria caiu 1,5% e o de serviços, 0,5%, no período.

Quando a comparação dos dados divulgados nesta sexta-feira ocorre com o segundo trimestre do ano passado, a queda atinge 0,9%, com agropecuária sem crescimento e indústria com recuo de 3,4% e serviços com alta de 0,2%.

O único subsetor da indústria que teve resultado positivo no período foi o de extrativismo mineral, com avanço de 3,2%. Entre as quedas nas outras áreas, destacam-se a da indústria de transformação (-2,4%), a de construção civil (-2,9%) e a de eletricidade e gás, água esgoto e limpeza urbana (-1%).

O setor de serviços teve recuo puxado pela queda do comércio, que chegou a 2,2%, e pelo resultado negativo do segmento de outros serviços (-0,8%). Serviços de informação tiveram o melhor desempenho, com alta de 1,1%, e também contribuíram positivamente o de atividades imobiliárias e aluguel, que subiu 0,6%.

Com informações da Agência Brasil

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