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O Bradesco adquire o HSBC no Brasil, uma "oportunidade única"

por Carlos Drummond publicado 03/08/2015 14h38, última modificação 03/08/2015 15h42
A compra da filial brasileira do banco britânico aproxima o Bradesco do Itaú
Barry Caruth / Wikimedia Commons
HSBC

Fachada do HSBC em Londres: filial brasileira pertence ao Bradesco

O Bradesco venceu a disputa com o espanhol Santander e adquiriu o HSBC no Brasil por 17,6 bilhões de reais, equivalentes a 5,18 bilhões de dólares, acima dos 4 bilhões de dólares previstos por analistas do mercado. A diferença para mais provocou a queda da cotação da ação Bradesco PN na Bolsa de Valores de São Paulo, com uma baixa de 3,08% às 11h08 de segunda-feira 3, a quarta maior baixa do dia.

A queda se deve, entretanto, ao ajuste das expectativas mais imediatas de lucros dos investidores, não ao horizonte de médio e longo prazos de resultados do Bradesco a partir do negócio. A maior aquisição da história do banco brasileiro se deve a uma oportunidade especial. “A oferta foi feita por um ativo de grande porte com baixo estoque disponível no mercado”, explicou Luiz Carlos Trabuco Capi, presidente da instituição, em conferência com jornalistas.

A estratégia de crescimento via rede própria continua prioritária, mas o banco inglês “significava um ativo único dentro de um universo cada vez mais escasso em oportunidades”. O Bradesco prevê trazer o HSBC para o seu nível de eficiência dentro de 3 a 4 anos. A contribuição adicional dos ativos adquiridos para o lucro por ação esperado está prevista para 2017. 

O Bradesco é o segundo maior banco privado do País em ativos e a compra do HSBC, na sétima posição, aproxima-o do Itaú, ocupante da primeira posição desde 2009, quando incorporou o Unibanco.

Há baixa superposição de agências entre Bradesco e HSBC nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e forte complementaridade no Sudeste e no Sul, segundo a instituição. Haverá sinergia também em logística, fornecedores, tecnologia e otimização de plataformas.

Bradesco - HSBC

Os ganhos de escala e receita tornaram o preço “confortável” para o banco. O cálculo feito com base no conceito de lucro recorrente, depurado de fatores atípicos e não recorrentes como os efeitos da Operação Lava Jato na economia, justifica o preço pago, segundo a administração.

As operações adquiridas do HSBC incluem os segmentos de banco de varejo, alta renda, comercial e atacado, além da financeira Losango e parcerias operacionais com varejistas (mais de seis mil pontos), seguros, previdência e capitalização.

São 5 milhões de correntistas atendidos em 851 agências, 464 postos de atendimento, 669 postos de atendimento eletrônico, 1.809 ambientes de autoatendimento e 4.728 caixas eletrônicos em 529 municípios brasileiros.

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