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Nova classe média incomoda parte da velha classe média, aponta Data Popular

Levantamento do Instituto Data Popular mostra que classe média tradicional considera que alguns serviços pioraram com aumento do consumo dos emergentes
por Redação Carta Capital — publicado 18/11/2011 16h47, última modificação 19/11/2011 12h09

O crescimento da renda e a ampliação do crédito possibilitou aos integrantes da chamada nova classe média acessar espaços e lugares que antes estavam restritos ao público da tradicional classe média. E a nova pesquisa do Data Popular, divulgada nesta sexta-feira (18) e focada na classe C, aponta que boa parte dos antigos integrantes desta faixa social estão incomodados em dividir espaços com os novos.

A análise do Data Popular mostra que 55,3% dos integrantes da integrantes da tradicional classe média pensam que os produtos à venda no mercado deveriam ter versões para ricos e para pobres. Aponta também que a piora em alguns serviços (como o excesso de filas) também é apontada como um desconforto causado pelo acesso da nova classe média para 48,4% dos que responderam à pesquisa.

Para 16,5% da "alta" classe média, as pessoas mal vestidas deveriam ser barradas em certos lugares e, para outros 17,1%, todos os estabelecimentos deveriam ter elevadores separados.

No caso do metrô, que gerou um movimento contra a instalação da estação Angélica no nobre bairro de Higienópolis, em São Paulo, em maio deste ano, a pesquisa revelou que a segregação social se confirma. Para 26,4% dos considerados da elite esse transporte aumenta a circulação de pessoas indesejáveis na região. Na época, os moradores do bairro afirmavam que a estação traria o “aumento de ocorrências indesejáveis” e a criação de um “camelódromo” na avenida.

O estudo do Data Popular foi realizado pela internet com 18.365 pessoas de todo o país no segundo trimestre de 2011.

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