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Economia

Boletim Focus

Mais inflação, menos crescimento

por Brasil Econômico — publicado 26/09/2011 10h31, última modificação 26/09/2011 10h31
Instituições financeiras elevaram previsões para a inflação deste ano e de 2012, e reduziram as projeções para o PIB

As instituições financeiras elevaram as previsões para a inflação neste ano e em 2012, segundo o relatório Focus divulgado pelo Banco Central (BC), e reduziram as projeções para o PIB.

Os agentes de mercado consultados estimam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerre 2011 a 6,52%, ante projeção de 6,46% verificada na semana passada. Trata-se da sexta semana consecutiva de elevação.

Para o próximo ano, as instituições elevaram a estimativa para o IPCA para 5,52%, frente a 5,50% na semana anterior.

Quanto ao Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), a previsão para 2011 subiu para 5,77%, com elevação ante a estimativa de 5,76% na semana anterior. Para 2012, a previsão é de 5,08%.

Já as projeções para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) em 2011 avançaram para 5,79%, frente a projeção vista na semana anterior de 5,77%. A estimativa para o próximo ano fica em 5,15%.

PIB

As instituições consultadas pelo BC reduziram a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011, pela oitava semana consecutiva. As projeções apontam para uma expansão de 3,51%, sendo que há uma semana a previsão era de 3,52%. Há quatro semanas, a previsão era de um crescimento de 3,79%.

Para 2012, a estimativa foi mantida em 3,70%.

Câmbio

De acordo com o boletim Focus, a projeção para a taxa de câmbio acelerou para R$ 1,68 ao fim deste ano, frente a R$ 1,65 da última projeção. Para 2012, a projeção é de que o dólar termine o ano também a R$ 1,68.

Selic

O mercado manteve a previsão para a taxa básica de juros do país (Selic) em 2011, para 11% no final do ano.

Para o fim de 2012, os economistas consultados preveem que a Selic fique também em 10,75% ao ano, ante a projeção de 11% há uma semana.

*Matéria publicada originalmente no Brasil Econômico