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Longe de um final feliz

por André Siqueira — publicado 07/07/2011 15h00, última modificação 08/07/2011 11h40
A fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour só deverá se definir em 2 de agosto, quando Diniz e Naouri ficarão frente a frente. Por André Siqueira
Longe de um final feliz

A fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour só deverá se definir em 2 de agosto, quando Diniz e Naouri ficarão frente a frente. Por André Siqueira. Foto: Masao Goto Filho

Dois acusadores, duas vítimas. Na disputa entre os empresários Abilio Diniz e Jean-Charles Naouri, do Grupo Casino, pelo controle do Pão de Açúcar, sobram críticas e lamentações de ambos os lados, compartilhadas com o público em declarações que brotam em todos os meios, à exceção das mesas de negociação, onde os dois só devem se encontrar em 2 de agosto, quando

se reúne o Conselho de Administração da companhia. Nesse meio tempo, Diniz esteve na França e Naouri veio ao Brasil, mas as visitas só contribuí-ram para afastar ainda mais os dois sócios, que estavam às vésperas de c

ompletar 12 anos de convivência pacífica.

Diniz esteve em Paris entre os dias 27 e 28, com o objetivo principal de acompanhar a assembleia do Carrefour, arquirrival do Casino, e ver aprovada sua proposta de fusão operacional no Brasil. O empres

ário até tentou encontrar-se com o sócio, mas teve o pedido recusado.

Naouri, que obteve por meios judiciais a comprovação dos contatos prévios entre Diniz e o Carrefour, alegou preferir esperar para analisar o negócio em caráter oficial. Em vez de conversar, ingressou com dois processos em uma câmara arbitral internacional contra o antigo parceiro. E partiu para a briga no território do novo adversário: tomou um voo em sentido contrário para tentar demover as autoridades brasileiras da intenção de apoiar a fusão, com um maciço investimento de 3,9 bilhões de reais na empresa resultante.

*Confira este conteúdo na íntegra da , já nas bancas.