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Desaceleração anti-inflação

por Redação Carta Capital — publicado 09/12/2011 11h02, última modificação 09/12/2011 11h06
Para especialistas, novos desdobramentos da crise europeia serão sentidos pela economia brasileira no quarto trimestre, concretizando o cenário antecipado pelo BC
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Conforme previsto, a economia brasileira parou de crescer no terceiro trimestre. Foto: Marcello Casal Jr.?ABR

Para quem acompanha o noticiário econômico não chegou a ser surpresa. Os números oficiais indicam que a economia brasileira parou de crescer no terceiro trimestre de 2011, conforme antecipara o Banco Central algumas semanas atrás. De acordo com o IBGE, o PIB brasileiro ficou estável em relação ao trimestre anterior, diante do recuo do consumo das famílias (0,1%), investimentos (-0,2%) e despesas do governo (-0,7%).

A economia vinha desacelerando desde o primeiro semestre, em consequência das políticas adotadas pelo Banco Central e Fazenda, que incluíram as medidas macroprudenciais, no fim de 2010, para reduzir o crédito, além de elevar a taxa Selic durante cinco reuniões. O nível de atividade também foi afetado pelo corte dos gastos públicos. Em todos os casos, a economia tratou de responder às medidas adotadas pelo governo, com o intervalo de tempo esperado. O resultado final do terceiro trimestre, contudo, incluiu também alguma dose dos efeitos iniciais da crise da Zona do Euro sobre as expectativas do empresariado e de consumidores.

Para especialistas, novos desdobramentos da crise europeia serão sentidos pela economia brasileira no quarto trimestre, concretizando o cenário antecipado pelo presidente do BC, Alexandre Tombini ainda em agosto, quando a autoridade monetária se antecipou ao mercado e, sob críticas, iniciou o atual ciclo de cortes na taxa de juros.

Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o cenário internacional não impedirá  a recuperação da economia brasileira, à medida que as ações de estímulo baixadas nas últimas semanas (com corte de juro básico e redução de impostos de geladeiras, fogões e máquinas de lavar, principalmente). Otimista, Mantega fala em um crescimento de até 5%, em 2012, ainda que a maioria dos analistas projete algocomo3% a 4%. Segundo Mantega, a estagnação verificada entre julho e setembro foi temporária. E, nos últimos três meses de 2011, aeconomia voltará a acelerar.

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