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Caças suecos devem ser barrados em referendo na Suíça

por Luiz Antonio Cintra — publicado 03/02/2014 17h44, última modificação 04/02/2014 11h30
A encomenda do modelo, que custará cerca de 4,5 bilhão de dólares para 32 jatos, foi anunciada recentemente pelo governo brasileiro
Divulgação / Saab
caça Gripen

Um caça Gripen da Força Aérea da África do Sul, versão anterior à comprada pelo Brasil

Os caças Gripen NG, da sueca Saab, passarão nos próximos meses por um teste popular na Suíça que poderá reverberar na encomenda recentemente anunciada pelo governo brasileiro. Em meados de janeiro, após a coleta de dois abaixo-assinados com mais de 100 mil assinaturas cada, conforme exige a lei local, movimentos sociais e partidos políticos de centro-esquerda emplacaram um plebiscito para avaliar a pertinência do negócio de 3,5 bilhões de dólares, pelo qual o Estado suíço comprará 22 caças. O referendo foi marcado para 18 de maio.

A pesquisa mais recente, divulgada na Suíça em setembro de 2013, indicava não ser improvável o veto ao negócio, há cinco anos objeto de discussões acaloradas no Congresso do país. Segundo esse levantamento, cerca de dois terços da população suíça se disse contra a encomenda, índice próximo ao de pesquisa semelhante realizada em setembro de 2012.

Os oposicionistas dizem que as aeronaves custarão muito caro e são desnecessárias para garantir a segurança da “neutra” Suíça. Alguns criticam ainda o modelo escolhido, o NG, o mesmo eleito pelo governo brasileiro, por ainda estar em fase de desenvolvimento.

Nos últimos dias, parlamentares ligados à Social Democracia criticaram a Saab. Segundo esses congressistas, a fabricante tem feito campanha para influenciar a população, aproveitando a falta de legislação específica que vete tal iniciativa.