Você está aqui: Página Inicial / Economia / Brasil na rota dos 'nanicos'

Economia

Economia

Brasil na rota dos 'nanicos'

por Brasil Econômico — publicado 24/10/2011 09h37, última modificação 24/10/2011 09h48
Após atrair atenção dos gigantes China e EUA, chegou a vez dos pequenos países tentarem lucrar com o avanço brasileiro

Com crescimento econômico e avanço na relevância internacional, o Brasil já é considerado por muitos um país do presente.

Nos últimos dois meses passaram por aqui comitivas comerciais do Haiti e da Nigéria - ambos com objetivo de atrair investimentos do empresariado nacional para seus países. E a agenda segue.

Hoje desembarca o governador da Flórida, Rick Scott, que passará por São Paulo para ampliar o relacionamento bilionário que já tem com o Brasil. Em 2010, os estado americano faturou US$ 12,5 bilhões em exportações ao país, resultado 11% maior que no anterior.

Amanhã, ministros paraguaios e líderes empresariais chegam trazidos pela Paraguay Invest, em busca de investimentos brasileiros para o país.

E, na quarta-feira (26/10), a ministra das relações exteriores da Província do Quebec, Monique Gagnon Tremblay, chega para "fortalecer a presença no mercado brasileiro". Ela terá um encontro com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, para conversar sobre cooperação bilateral.

Entrada para a África

Desde a semana passada, uma comitiva de São Tomé e Príncipe passa o chapéu em busca de investimentos para criação de duas zonas francas - uma industrial e outra de apoio logístico e turismo.

Com um Produto Interno Bruto de US$ 311 milhões em 2010, o país precisa de € 200 milhões em investimentos em infraestrutura. Carência não falta. Eles precisam de aeroportos, rodovias, energia e saneamento.

A ideia, segundo Argemiro dos Prazeres, ex-ministro do país e consultor do governo nos assuntos relacionados às zonas francas, é atrair empresas pela possibilidade de entrada com isenção fiscal em outros países da África. A única limitação: ter 35% do valor do produto agregado em solo principense.

"Com a etiqueta Made in São Tomé e Príncipe, o produto entra em todos os países da Comunidade Econômica dos Estados da África Central sem pagar imposto, além de ter desconto em outros países como em Angola", defende. "Basta embalar o produto em São Tomé e Príncipe."

Atualmente, 40% da população do país está desempregada, o que seria garantia de uma farta mão de obra jovem e barata. A maior parte da população tem entre 18 e 40 anos. As obrigações trabalhistas do empregador se resumiriam a 6% do salário do funcionário entregue à ao serviço de seguridade social.