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Bancos ou corretoras: onde investir?

por Redação — publicado 14/01/2015 09h21, última modificação 14/01/2015 13h51
O investidor deve buscar as melhores rentabilidades e os menores custos antes de tomar uma decisão

Muitas dúvidas ainda permeiam o universo dos investimentos. A primeira, e mais óbvia, envolve a escolha do tipo de produto adequado ao objetivo e ao perfil de cada investidor. Depois, vem a seleção da instituição financeira que oferece o melhor serviço, aliado ao menor custo. A praticidade oferecida pelo banco, por exemplo, geralmente custa caro e, sob a perspectiva da remuneração, certamente não costuma ser a melhor alternativa.

O investidor pode se proteger de imprevistos, apostando, sobretudo, em educação financeira. Estar informado é o princípio e a base de tudo quando se fala em investimentos. Além disso, alguns cuidados são imprescindíveis. O mais importante é certificar-se da idoneidade da instituição financeira, seja ela um banco ou uma corretora, em que se pretende depositar as economias. É necessário pesquisar, conversar com amigos e especialistas, consultar a internet e os órgãos reguladores, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central.

O investidor também deve sair definitivamente da zona de conforto. O fato de possuir uma conta salário ou um relacionamento de longa data com um gerente de banco não devem ser elementos limitadores para a diversificação da carteira em várias instituições. Nesse cenário, considerar a abertura de conta em uma corretora pode ser um bom caminho. Quando se opta por uma corretora, é aberto um leque de opções inexistente em um banco. Enquanto este só vende produtos exclusivos de seu portfólio, uma corretora distribui produtos de diversas instituições, o que possibilita, por exemplo, comprar um CDB com taxas muito superiores às oferecidas pelo banco, independentemente do valor inicial ou do tempo de conta.

Outro ponto importante é a garantia oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) que protege depósitos até o limite de R$ 250 mil por CPF e instituição emissora, o que mitiga o risco de falência ou intervenção do agente financeiro. Além da caderneta de poupança, estão garantidos pelo FGC investimentos em CDB/RDB, LC, LCI e LCA, dentre outras modalidades previstas em lei.

Algumas corretoras também vêm ampliando o seu escopo de atuação, fato que abre novas possibilidades para o investidor. Opções em renda fixa já estão entre as principais alternativas oferecidas, além da tradicional intermediação de ações. Por isso, na hora da escolha, é importante considerar que tanto bancos como corretoras têm condições de oferecer boas oportunidades de negócios, porém o atendimento e a transparência na divulgação das informações são fatores essenciais para uma escolha mais assertiva.