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Banco Mundial: Brasil e cinco emergentes vão redefinir economia global

por Rede Brasil Atual — publicado 18/05/2011 17h42, última modificação 18/05/2011 17h42
O relatório da instituição prevê que até 2025, esses países vão crescer cerca de 4,7% ao ano, enquanto as nações desenvolvidas terão indíces de 2,3%

Porto Alegre – De acordo com o Banco Mundial, o Brasil integra um grupo de seis países de economias emergentes que vão redefinir a estrutura econômica global nos próximos anos. Relatório divulgado nesta quarta-feira (17), em Washington, dá conta de que até 2025 as economias do Brasil, China, Índia, Rússia, Indonésia e Coreia do Sul vão ser responsáveis por mais de 50% do crescimento global.

O documento diz que “à medida que o poder econômico muda, essas economias bem-sucedidas vão ajudar a conduzir o crescimento em países de baixa renda por meio de transações comerciais e financeiras fronteiriças”. Segundo o relatório “Horizontes do Desenvolvimento Mundial 2011 – Multipolaridade: a nova Economia Mundial”, os países emergentes vão crescer, em média, 4,7% ao ano até 2025. Ao mesmo tempo, os países desenvolvidos vão crescer, em média, 2,3%,  no mesmo período.

De acordo com o economista-chefe e vice-presidente para a Economia do Desenvolvimento do banco, Justin Yufi Lin, a “rápida ascensão de economias emergentes conduziu uma mudança através daqual agora os centros de crescimento econômico estão distribuídos entre as economias desenvolvidas e em desenvolvimento.” E ele completou dizendo que “estamos, realmente, em um mundo multipolar”.
Os desafios do Brasil
Apesar da previsão otimista, o Brasil precisa vencer alguns desafios, entre eles melhorar o acesso à educação. “O capital humano é uma preocupação em alguns polos potenciais de crescimento, particularmente o Brasil, a Indonésia e a Índia. Reduzir vazios educacionais e garantir acesso à educação é fundamental”. Para o Banco Mundial, essas medidas poderiam estimular a adaptação tecnológica doméstica, capacidade de inovação e geração de conhecimento.
Moedas
O Banco Mundial projeta que até 2025 o mercado não será dominado apenas por uma moeda. Mansoor Dailami, principal autor do relatório do BM, diz que “o tamanho da China e a rápida globalização de suas corporações e bancos deverão dar um papel mais importante para o yuan (moeda chinesa)”.

Segundo o BM , a maioria dos países emergentes vai continuar usando moedas estrangeiras em suas transações com o resto do mundo. “O mais provável é que em 2025 o panorama monetário internacional se caracterize por múltiplas moedas, com predominio do euro, do dólar e do yuan”, acrescentou Dailami.

*Publicado originalmente em Sul21, via Rede Brasil Atual.