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Aumento do salário mínimo vai injetar R$ 47 bilhões na economia

por Redação Carta Capital — publicado 27/12/2011 12h59, última modificação 27/12/2011 12h59
Com os 622 reais, os trabalhadores poderão comprar o equivalente a 2,25 cestas básicas, maior quantidade desde 1979
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Com os 622 reais, os trabalhadores poderão comprar o equivalente a 2,25 cestas básicas, maior quantidade desde 1979. Foto: Marcello Casal Jr./ABr

O aumento do salário mínimo vai injetar 47 bilhões de reais na economia brasileira, segundo cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O órgão divulgou nesta terça-feira 27 uma nota técnica sobre os impactos na economia do novo valor do piso nacional, que passa a vigorar no dia 1º de janeiro.

No próximo ano, o salário mínimo passa dos atuais 545 reais para 622 reais. O aumento de 77 reais representa um acréscimo de 14,13% no piso. Descontada a inflação estimada para 2011, o aumento real deve ser de 9,2%.

Segundo o Dieese, 48 milhões de pessoas têm sua renda vinculada ao valor do salário mínimo e, portanto, serão diretamente beneficiadas com o aumento. O governo também passará a arrecadar 22,9 bilhões de reais a mais devido ao aumento do consumo causado pelo reajuste.

A distribuição dos ocupados por faixa de salário mínimo pelo País mostra que do total de 87.923.586 de pessoas empregadas (excluindo as sem declaração e sem rendimento), 50,6% ganham até um salário mínimo, 85,4% até dois mínimos e apenas 14,6% recebem acima destes rendimentos.

O Nordeste tem o maior número de empregados com até um salário mínimo (73,8%) e o menor acima de dois (6,8% ). O Norte vem em seguida com 63,2% dos trabalhadores recebendo até um salário mínimo e 9,8% com receita superior a dois salários.

O Sudeste possui a maior taxa de pessoas com mais de dois salários do País (18,6%). Na região, 39,5% dos empregados ganham até um mínimo e 41,9% recebem um valor entre um e dois pisos.

No Sul, 37,8% ganham até um salário, 44% entre um e dois e 18,2% mais de dois. No Centro-Oeste, 45,5% recebem até um salário mínimo, 37,5% entre um e dois e 17,1% mais de dois.

Previdência

De acordo com o Dieese, 68,2% dos beneficiários da Previdência Social recebem um salário mínimo. Como cada um real acrescentado ao piso nacional gera um impacto estimado de 257 milhões de reais ao ano sobre a folha de benefícios do órgão, o aumento significará custo adicional de cerca de 19,8 bilhões de reais.

O Dieese ainda aponta que a partir de janeiro, o salário de 622 reais vai ser suficiente para comprar o equivalente a 2,25 cestas básicas no valor de 276,31 reais, cotado em novembro de 2011. Essa é a maior quantidade registrada desde 1979.

Com informações Agência Brasil.

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