Você está aqui: Página Inicial / Diálogos Capitais / Conhecimento é a base da nova economia

Diálogos Capitais

Inovação e Sustentabilidade

Conhecimento é a base da nova economia

por Caio Luiz — publicado 22/10/2014 15h32, última modificação 22/10/2014 15h59
Mercado de hoje deve se preocupar em utilizar os recursos do presente sem comprometê-los para as gerações futuras
Veronica Manevy
21102014-IMG_9429.jpg

Dal Marcondes, Pedro Sigardo e Ladislau Doubor durante a mesa

O conhecimento é o ingrediente principal citado por especialistas como a nova base da economia mundial. A receita foi divulgada durante a palestra O Papel da Inovação na Construção do Futuro, que ocorreu no evento Diálogos Capitais – Inovação e Sustentabilidade, realizado por CartaCapital em São Paulo, na terça-feira, 21.

Os convidados também destacaram, no entanto, a necessidade de procedimentos nos âmbitos sociais, políticos e econômicos para consolidar a criatividade e o conhecimento como cerne do comércio nesta fase de deslocamento de itens físicos para produtos imateriais.

"A criatividade é a nova economia, e precisa de sistemas operacionais que colaborem para que evolua”, ponderou o economista e membro do Instituto de Estudos do Futuro Ladislau Dowbor. “É preciso gerar brechas para que haja tais mudanças culturais que pavimentarão o novo modelo de economia”, complementou.

Nas palavras de Dowbor, que também é professor da PUC-SP, o mundo em que conhecimento é o item de maior valor deve se preocupar ainda com o mesmo celeuma de dias não tão distantes: utilizar os recursos do presente sem comprometê-los para as gerações futuras.

Os estudiosos presentes lembraram que em 1914 as pessoas não sabiam precisamente o que faltaria ou seria necessário em 2014. Mas o mesmo não precisa acontecer com um sistema de gestão em que o conhecimento se espalhe com melhor eficiência. “Há um imenso capital de conhecimento em sete bilhões de cabeças, e delas podemos retirar o sistema de gestão que nos ajude a viver melhor sem acabar com o planeta”, disse o economista.

Lala Deheinzelin, proprietária da Enthusiamo Cultural e criadora do movimento Crie Futuros, acredita que, para sanar problemas por vir, a solução está em encontrar um propósito comum entre as partes envolvidas. “A partir disso, é hora de combinar economias de compartilhamento, colaborações e criatividade.”

Para exemplificar a necessidade de planejamento, o diretor executivo da EDP (Energias de Portugal), Pedro Sirgado, mencionou a própria empresa que vem se preparando para desenvolver outras formas de oferta e utilização de energia elétrica. “Parece um paradoxo focar em algo que não sabemos como será daqui 20 anos, mas não podemos seguir usando os mesmos recursos sem investir em possibilidades com potencial.”