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Diálogos Capitais

Crise econômica

Brasil precisa de "injeção de otimismo", diz Temer

por Redação — publicado 24/02/2016 12h02, última modificação 24/02/2016 16h16
Vice-presidente abriu evento promovido por CartaCapital e ressaltou importância da cooperação entre governo e setor privado contra a crise
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Temer: elogios aos avanços dos governos de Lula e FHC

Uma "injeção de otimismo" foi o conselho dado pelo vice-presidente Michel Temer (PMDB) aos brasileiros na abertura dos Diálogos Capitais, que teve como tema Setor Portuário: Desafios e Oportunidades, promovido por CartaCapital nesta quarta-feira 24, em São Paulo. 

Temer defendeu ainda a integração entre o governo e a iniciativa privada para a retomada do crescimento do País. "Estabeleceu-se no Brasil uma tese muito acentuada de que estamos em crise. É interessante que a palavra crise é usada muitas vezes de uma forma indiscriminada, quando nós sabemos que ela tem graduações”, afirmou.

A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou a nota do Brasil e tirou seu grau de investimento (selo de bom pagador) nesta quarta-feira.

O discurso do vice-presidente foi centrado na necessidade de parcerias com o setor privado como medida de combate ao desemprego, por exemplo. “Eu reconheço que, neste momento, estamos numa fase passageira de eliminação de empregos. Mas toda essa ideia da infraestrutura, não só portuária, tem por objetivo exatamente a recuperação do emprego no País”, disse.

"Tenho recebido investidores estrangeiros interessados em investir no Brasil, querem participar especialmente desse plano logístico que foi lançado muito recentemente (Plano Nacional de Logística Portuária) e que melhora toda a infraestrutura brasileira", continuou o vice.

Para Temer, o lucro das empresas está ligado ao bem-estar social e é bem-vindo. “No Brasil, a ideia de lucro é um pouco a ideia do pecado, ou seja, é pecado ter lucro. É esse preconceito que precisamos eliminar. Quero ressaltar que a ideia do lucro é uma ideia bem-vinda, até porque todo e qualquer desenvolvimento da propriedade, da atividade privada, está conectado ao bem-estar social. Esse é o conjunto constitucional que nos permite uma interação entre o capital e o trabalho, muito adequada”, afirmou.

Sem citar os nomes dos ex-presidentes, Temer elogiou os avanços dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Segundo ele, após o renascimento do País com a Constituição de 1988 e a consolidação de direitos como liberdade de imprensa e de manifestação, a sociedade passou a querer “pão sobre a mesa”, e então surgiram os princípios da democracia social.

“O Bolsa Família, que tirou milhões de pessoas da mais extrema pobreza, foi um princípio constitucional que estabelece o direito a alimentação. O Minha Casa, Minha Vida, por exemplo, deriva de outro princípio constitucional que estabelece o direito a moradia”, disse o vice sobre as políticas sociais do governo petista.

Em relação ao governo tucano, Temer elogiou a mudança no conceito de empresa de capital nacional. “Em 1994 e 1995, fizemos seríssimas reformas constitucionais. A modificação do conceito de empresa de capital nacional foi importantíssima para o desenvolvimento do País, porque passou a ser empresa de capital nacional também aquela em que houvesse um amálgama com o capital estrangeiro.”