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Diálogos Capitais

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Apesar de avanços, carga tributária é obstáculo para investimentos, diz secretário

por Redação — publicado 28/01/2014 19h51
O secretário da Indústria da Bahia, James Silva Correia, afirmou que a diversificação no setor foi uma "arma importante" para que o Estado crescesse apesar de cenário de dificuldades econômicas

Apesar de reconhecer os avanços na atração de investimentos privados para a Bahia, o secretário da Indústria, Comércio e Mineração James Silva Correia alertou para a "apreensão" no setor empresarial devido a uma certa insegurança jurídica em relação à isenção do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para operações interestaduais.

"As dificuldades ainda são muito grandes, principalmente nas discussões com o setor privado que quer se instalar no Nordeste. O empresário vai assinar um contrato aqui e pergunta: 'Mas você garante meu ICMS mesmo que haja uma reforma?'", afirmou durante palestra no evento Diálogos Capitais, promovido pela revista CartaCapital, em parceria com o Instituto Envolverde.

O governo federal tem uma proposta de unificar a alíquota para colocar fim à guerra fiscal entre os estados do País. Atualmente, para atrair investimento e estimular o desenvolvimento da região, os estados adotam alíquotas diferentes de ICMS. Os Estados, principalmente do Norte e Nordeste temem que uma alíquota unificada os prejudique na atração do setor privado.

"Os incentivos são muito desequilibrados", afirmou. "Neste ambiente, o Nordeste, sem uma política federal de atração de investimento, qualquer outra discussão perde o sentido."

Correia também destacou que um dos maiores desafios desde os primeiros anos de mandato do governador Jacques Wagner (PT-BA) foi o resgate da credibilidade da Bahia entre os empresários. "O governo anterior tinha uma dívida de 2 bilhões de reais com empresários há mais de dez anos. Sem dúvida, criar um ambiente favorável para a atração de investimentos foi um desafio inicial", disse o secretário, ressaltando parcerias com a China no Estado, que, segundo ele, é um dos maiores destinos de investimento de Pequim no Brasil.

Ele ressaltou ainda que o crescimento industrial de 4,6% que a Bahia obteve no ano passado foi possível graças à diversificação industrial promovida. "A diversificação econômica foi uma arma importante para enfrentar as dificuldades que a economia do Brasil viveu", afirmou, enumerando investimentos nos setores de energia, mineração, petroquímico, papel e celulose e de bebidas.

Diálogos Capitais. Fortaleza recebe a primeira edição de 2014 da série Diálogos Capitais, promovido pela revista CartaCapital em parceria com o Instituto Envolverde, para aprofundar a discussão sobre o desenvolvimento brasileiro. Portos - Infraestrutura e Logística para o Desenvolvimento do Nordeste é o tema deste debate que reúne autoridades da região e especialistas do setor.

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