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“Brasil só cresce se investir em infraestrutura e aumento da produtividade”

por Wanderley Preite Sobrinho — publicado 22/05/2015 17h48, última modificação 22/05/2015 18h02
Empresários defendem subida do investimento de 2,4% para 5% do PIB para aumentar a competitividade
Greg Salibian

Como construir uma agenda de reformas e mobilizar empresários, governos e sociedade civil? Essa pergunta foi feita nesta sexta-feira 22 a três executivos na 3ª edição do Fórum Brasil promovido por CartaCapital, cujo tema era "Crescer ou Crescer”.

Antônio Maciel Neto, presidente do Grupo Caoa, Wilson Ferreira Junior, presidente da CPFL Energia, e Paulo Remy Gillet Neto, CEO e acionista da WTorre, elegeram a necessidade de investir em infraestrutura e aumentar a produtividade como as principais respostas para a questão.

Wilson Ferreira Junior iniciou o debate lembrando que, embora o Brasil seja a 6.ª economia do mundo, ostenta a 57.ª posição em competitividade mundial. “Em rodovias estamos na 122.ª posição.” Para deixar essa marca, o presidente da CPFL sugere a retomada do investimento em infraestrutura. “Todos os setores tendem a melhorar. Sem isso, não conseguiremos mobilizar empresários.”

De acordo com o executivo, o Brasil investe 2,4% no PIB (Produto Interno Bruto) no setor. “Nenhum dos nossos competidores investe menos de 5%. Precisamos chegar a 500 bilhões de reais por ano.” A dificuldade, acredita, é que não falta ao Brasil apenas investimento. “Nós não temos projetos.” 

Gillet Neto, da WTorre 2,  sugeriu que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) mude de nome: “Programa de Gestão de Programas Políticos”. “O último programa de 20 anos foi feito por Fernando Henrique Cardoso”, afirmou o empresário. “Somos o único País do mundo que executa os projetos no limite. Vamos fazer Belo Monte e já devemos energia.”

Antônio Maciel Neto, do Grupo Caoa, falou em “aumento radical da produtividade.” Para o empresário, sem aumentá-la, não haverá retomada do crescimento. Neto sustenta que uma agenda capaz de mobilizar a sociedade "é uma meta de 15 anos” para a produtividade. Para isso, defendeu investimento em educação, pesquisa e bens de capital. “Se tivéssemos uma meta para unir o Brasil, seria muito importante.”