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Um boi, uma boiada

por samanthamaia — publicado 22/02/2013 11h18, última modificação 22/02/2013 11h18
Um dos “campeões nacionais” escolhidos pelo BNDES, o grupo JBS adiciona mais uma empresa a seu portfólio, o Canal Rural, e entra no ramo da mídia

Dos bois nasceu o hambúrguer, que gerou os sabonetes, cremes, detergentes, o leite e o requeijão, o banco, os investimentos em papel e celulose, operações bilionárias em quatro continentes e, desde a quarta-feira 20, o principal canal de tevê especializado em agronegócio do País. Quer mais? A gigante mundial da carne bovina, a holding brasileira J&F, não parece ter dúvida: a resposta é sim. O desempenho das ações da companhia na Bolsa de Valores, em baixa desde o lançamento em 2007, indica, porém, que o mercado não acompanha o mesmo otimismo.

Com o crescimento econômico e a inclusão social nos países emergentes, nada parece impossível à maior empresa de processamento de carnes do planeta, o frigorífico JBS. No lance mais recente, rumo à diversificação, a companhia presidida por Joesley Batista comprou o Canal Rural do grupo gaúcho de comunicação RBS, dono do diário Zero Hora, de Porto Alegre, e das transmissoras da Rede Globo no Sul do País. O valor da transação não foi divulgado oficialmente. Parte da mídia fala em 40 milhões de reais.

No conglomerado de 50 marcas, a emissora terá grande potencial de crescimento, dizem os novos donos, e se encaixa perfeitamente na estratégia da companhia, uma das líderes do agronegócio nacional. Especializado na transmissão de leilões de gado, o Canal Rural “conversaria com um público de 110 milhões de telespectadores”, diz o comunicado, com boa dose de exagero.

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