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Senhor do submundo

por Cynara Menezes — publicado 18/05/2012 11h26, última modificação 18/05/2012 11h26
Ainda no início dos trabalhos, a CPI se assusta com a extensão do esquema de Cachoeira, da prostituição à lavagem internacional de dinheiro
CPI

Tentáculos. Os parlamentares podem destrinchar as entranhas de uma quadrilha colossal. Foto: Ana Volpe/Ag. Senado

Com aquele rosto redondo perfeitamente esculpido para os óculos igualmente esféricos e os ternos que parecem comprados em magazines populares, Carlos Augusto Ramos poderia facilmente se passar por um pacato corretor de seguros ou dono de uma loja de colchões. Mas não se engane. Em menos de duas semanas, os crimes de Ramos, mais conhecido como Carlinhos Cachoeira, listados pela CPI são de assustar: sequestro, cárcere privado, prostituição, jogatina, sonegação fiscal, evasão de divisas, tráfico de influência, corrupção ativa, formação de quadrilha, suborno. Só falta assassinato.

Em meio a disputas políticas e pressões de todo tipo, é esse amplo universo de criminalidade que os parlamentares investigarão nos próximos meses. Se forem eficientes, ao contrário de seus pares da CPI dos Bingos de 2005, que ignoraram o personagem, embora ele fosse um dos alvos da comissão, uma história exemplar dos tentáculos do crime organizado no Brasil será revelada em toda a sua plenitude e extensão.

“Tudo indica que o esquema de Cachoeira era muito maior do que imaginávamos”, afirma o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), integrante da CPI. “Temos indícios de que ele cometeu diferentes crimes. Vamos pedir inclusive a ajuda da Interpol para investigar suas empresas no exterior.”

*Leia matéria completa na Edição 698 de CartaCapital, já nas bancas

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