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Sem ressaca

por Redação Carta Capital — publicado 04/05/2012 09h45, última modificação 04/05/2012 09h45
Os fabricantes de bebidas tentam evitar um novo aumento de impostos planejado pelo governo
Fábrica de Cerveja2

Colarinho. O receio dos fabricantes é ser comparados à indústria de cigarros. Foto: Alaor Filho/AE

Por Samantha Maia

Os fabricantes de bebidas não estão dispostos a, literalmente, pagar a conta da política de incentivos industriais anunciada em abril pelo governo federal. Para quem não se lembra, na ocasião a equipe econômica reduziu os impostos de alguns setores afetados pela concorrência externa e revelou a intenção de compensar a queda na arrecadação com mais tributos sobre cigarros e bebidas. Os produtores decidiram então reagir, a ponto de organizar uma nova entidade com os representantes nas discussões com o poder público. Até a quinta-feira 3, diga-se, Brasília ainda não havia anunciado nenhum aumento da carga tributária sobre os produtos.

E talvez nem o faça. Segundo um ministro da área econômica, o governo estaria “sensível” aos argumentos do setor. Por isso a medida ainda está em fase de análise, o que indica que o setor talvez consiga sair ileso. Na terça-feira 8, representantes do Ministério da Fazenda vão se reunir com os fabricantes para discutir a mudança nos encargos – e espera-se uma definição. Será a primeira reunião após a proposta inicial da Receita Federal, que chegou às mãos das empresas, por ironia do destino, em plena véspera da Páscoa.

Segundo estimativas do setor, elaboradas a partir das alterações apresentadas até aqui, o aumento da carga tributária pode chegar a 28% no caso dos refrigerantes em lata. Os fabricantes avisam que o custo será repassado ao consumidor e os investimentos previstos provavelmente terão de ser revistos. Má notícia em tempos para a pretensão de reativar o setor industrial.

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