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Petróleo e traições

por Luiz Alberto Moniz Bandeira — publicado 05/04/2012 11h51, última modificação 05/04/2012 11h51
Por causa das reservas nas Malvinas, o governo Reagan cogitou apoiar a Argentina na guerra

O diário italiano La Repubblica e outros, ao noticiarem a invasão das Malvinas pelas tropas da Argentina em 2 de abril de 1982, comentaram que a Junta Militar havia decidido realizá-la por causa das “previsões da ocorrência de petróleo na região” e também com o objetivo de desviar a atenção do povo da “desastrosa situação econômica” do país ao reavivar uma “peça emocional de inspiração chauvinista” como a soberania sobre as ilhas ocupadas pela Grã-Bretanha.

Igualmente de Washington, o então embaixador do Brasil, Antônio Azeredo da Silveira, informou ao Itamaraty que os meios de comunicação dos Estados Unidos apontavam como os principais responsáveis pela atitude da Argentina “a necessidade de apoio interno para o governo Galtieri e a possibilidade de existência de petróleo na plataforma continental das Malvinas”.

A possibilidade era real. Em 1993, a British Geological Survey anunciou a descoberta de uma zona de exploração de 200 milhas em torno das ilhas e dados geológicos sugeriram que havia substanciais reservas capazes de produzir 500 mil barris por dia. Conforme certas estimativas, o volume de petróleo podia alcançar 60 bilhões de barris. Embora nenhuma estivesse comprovada, sabe-se que o campo de Sea Lion, com 450 milhões de barris, tem um tamanho semelhante ao descoberto no Mar do Norte, denominado Buzzard, onde o total recuperável de reservas é de mais de 550 milhões de barris. Sua exploração está a cargo da companhia britânica Rockhopper, enquanto a Falkland Oil and Gas Limited e Borders & Southern Petroleum prospectam atualmente no sudeste do arquipélago.

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