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Os retratos do êxtase

por Francisco Quinteiro Pires — publicado 18/05/2012 11h23, última modificação 18/05/2012 11h23
O Brasil recebe seis telas de Caravaggio e quadros de seguidores
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Entre o sagrado e o profano. O óleo sobre tela Judite e Holofernes (1598-1600), presente na exposição e comentado pelos críticos Graham-Dixon e Roberto Longhi em dois estudos. Foto: Caravaggio e seus seguidores

Dono de uma personalidade propensa ao conflito, Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571-1610) continua a provocar controvérsias mais de quatro séculos após a sua morte. De acordo com a versão mais recente sobre o seu falecimento, apresentada pelo pesquisador Vincenzo Pacelli, o pintor teria sido assassinado e o seu corpo, lançado ao mar por membros da Ordem de Malta, organização católica fundada nas Cruzadas. A prova estaria registrada em um documento dos arquivos secretos do Vaticano, o qual aprovara a execução do pintor italiano. O crime seria uma revanche.

Essa descoberta adiciona mais uma possível causa à morte do pintor: já se falou de malária a infecção intestinal. Ela reforça a tendência de analisar a arte de Caravaggio conforme a sua trajetória conturbada. É como se os efeitos das suas pinceladas ficassem mais claros à interpretação depois de um exame cuidadoso do seu comportamento devasso e, por vezes, criminoso. “Ele foi o perfeito outsider”, definiu Keith Christiansen, curador responsável desde 1977 pela coleção de pinturas dos velhos mestres europeus do Metropolitan Museum of Art (Nova York).

Obras do polêmico artista italiano poderão ser vistas no Brasil a partir do dia 22, data de estreia de Caravaggio e Seus Seguidores na Casa Fiat de Cultura, em Belo Horizonte. A exposição segue depois para o Masp, onde fica em cartaz de 26 de julho a 30 de setembro. Um dos eventos do Momento Itália Brasil 2011-2012, a mostra reúne seis pinturas de Caravaggio, a maior quantidade já trazida à América Latina, segundo a curadoria de Giorgio Leone e Fábio Magalhães. A elas se somam 14 quadros de pintores caravaggescos como Orazio e Artemisia Gentileschi, Giovanni Baglione e Valentin de Boulogne.

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