Você está aqui: Página Inicial / Destaques CartaCapital / O espírito do Velho Oeste

Destaques CartaCapital

Newsletter

O espírito do Velho Oeste

por Eduardo Graça — publicado 12/04/2013 14h14, última modificação 12/04/2013 14h14
O Congresso aceita debater restrições à compra de armas, mas a lei tende a ser mais branda do que defende o governo Obama
armas

Pontaria. Em um país com 300 milhões de armas, Obama terá de ser rápido no gatilho. Fotos: Rick Carlot/ The Washington Post/ Getty Images e Manoel Ngan/ AFP

Quatro meses depois da tragédia na escola primária Sandy Hook, em Newtown, no estado de Connecticut, quando 20 crianças e 6 adultos foram assassinados pelo ex-aluno Adam Lanza, o Congresso norte-americano finalmente vai debater um projeto de lei caro a Barack Obama. Trata-se da proposta de verificação de antecedentes criminais e de saúde mental de compradores de armas no país.

O esforço da Casa Branca para levar a nova regulamentação ao plenário foi intenso. Tanto Obama quanto sua mulher, Michelle, fizeram discursos emocionados em Connecticut e Chicago. O avião presidencial transportou familiares de vítimas de Newtown para Washington, o que ilustra o tamanho da batalha do governo contra o lobby da indústria das armas e o novo protagonismo do Guns Owners of America (GOA), o congênere mais novo, mais radical e até este ano menos visível da milionária National Rifles Association (NRA).
Um grupo de 13 senadores republicanos liderados por Ted Cruz, do Texas, eleito no ano passado com apoio financeiro do GOA, tentaram impedir o debate do projeto no Parlamento, sob o argumento de que um registro nacional de portadores de armas seria incompatível com a Segunda Emenda da Constituição. O governo estima em cerca de 300 milhões o número de armas nas mãos de civis e defende o registro, inédito, das vendas em feiras comerciais e pela internet.
*Leia matéria completa na Edição 744 de CartaCapital, já nas bancas