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Muito calor, pouca luz

por Redação Carta Capital — publicado 11/01/2013 12h32, última modificação 11/01/2013 12h32
O nível dos reservatórios é baixo, o risco do sistema elétrico aumentou, mas o alarmismo na mídia exagera sobre a possibilidade de um racionamento iminente
cidade

Foto: JB Neto/Estadão Conteúdo

Por André Barrocal

Em fevereiro, entra em vigor uma das medidas mais importantes tomadas pelo governo Dilma Rousseff, o barateamento de 20% na conta de luz. É uma das apostas da presidenta para o País voltar a crescer como nos tempos de Lula. Ao pagar menos para produzir, o empresariado tende a lucrar mais e, assim, poderia acelerar contratações e investimentos. De quebra, a tarifa menor deverá estimular a já alta popularidade presidencial.

 

 

O que Dilma não imaginava era que 2013 começaria com o tema “eletricidade” transformado em dor de cabeça. O motivo foi a combinação de problemas reais – atraso na conclusão de obras e pouca água nas hidrelétricas por falta de chuva em época de consumo crescente de­ ­energia – com uma abordagem ­equivocada da situação por setores da mídia, para os quais seria iminente a repetição do racionamento de energia de 2001.

Convencida de que é “ridículo” cogitar outro racionamento, Dilma montou uma operação política em meio às férias que ­passava na Bahia, decidiu encerrá-las e voltou a Brasília, para acompanhar tudo de perto. Os responsáveis pelo setor no governo foram instruídos a sair a público e tranquilizar os cidadãos e as empresas. O auge da estratégia foi a entrevista coletiva do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, na quarta-feira 9. “Não haverá agora e espero que jamais haja desabastecimento de energia elétrica neste país”, afirmou.

Mas a confirmação absoluta de que os riscos não existem depende das chuvas de verão. E elas não foram nada generosas no fim de 2012, a ponto de, nos primeiros dias deste ano, os reservatórios que movem as hidrelétricas estarem nos níveis mais baixos do século nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que gerencia a canalização da energia pelo território brasileiro de onde sobra para onde falta, teve de refazer seu planejamento nos últimos dias.

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