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Mensageira da chantagem

por Gabriel Bonis publicado 03/08/2012 12h03, última modificação 03/08/2012 12h03
Andressa Mendonça, mulher do capo, falha como agente da corrupção junto ao juiz Alderico
Andressa

Ameaça a sustentar a tentativa frustrada: a Veja, do costumeiro Policarpo, publicaria certo dossiê... Foto: Diomício Gomes/O Popular/AE

Jovem, “musa” da CPI do Cachoeira e, para o Ministério Público Federal em Goiás, mensageira de um grupo criminoso. Esta é Andressa Mendonça, empresária de 30 anos. A mulher do contraventor Carlinhos Cachoeira passou a ser vista pelo MPF como integrante da organização de seu companheiro após o juiz federal Alderico Rocha Santos acusá-la de chantagem. O magistrado, responsável pelo processo da Operação Monte Carlo da Polícia Federal, afirmou ao portal G1 ter sido coagido pela mulher do bicheiro caso não concedesse um alvará de soltura a Cachoeira e que um dossiê seria publicado na revista Veja por intermédio do jornalista Policarpo Junior, diretor do semanário em Brasília.

Enquanto a revista estuda processar “o autor desta calúnia”, a menção ao jornalista de Veja despertou a atenção da CPI. O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), vice-presidente da comissão, defendeu a convocação de Policarpo Jr. para depor. O repórter já havia sido gravado pela Operação Monte Carlo em conversas com o bicheiro, além de ser citado pelo grupo do contraventor em diversos diálogos. Segundo Teixeira, os novos acontecimentos mostram a relação do jornalista com a organização criminosa. “Creio que com essa relação com a Andressa, ele terá de comparecer”, disse a CartaCapital. “Esses novos fatos, juntamente aos fatos pretéritos, dão clareza da necessidade da convocação.”

Monitorada pela PF, Andressa Mendonça está proibida de manter qualquer tipo de contato com os acusados da operação, inclusive Cachoeira. O Ministério Público alega o risco de ela se tornar uma leva e traz da quadrilha. Segundo o MPF, a ousadia da mulher ao achacar o juiz mostrou “o desprezo e a afronta de Carlos Augusto de Almeida Ramos e de pessoas ligadas ao capo do grupo criminoso aos órgãos de persecução e ao Poder Judiciário”, além de destacar que a investigação sobre a vida de Santos demonstra a manutenção da atividade do grupo no enfrentamento ao Estado.

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