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Guerras sem culpados

por Antonio Luiz M. C. Costa publicado 19/10/2012 11h33, última modificação 19/10/2012 11h33
Especialistas pedem um debate sério sobre ética e leis de combate para o uso de robôs militares
guerra

Semiautônomos. Os sistemas Predator e SWORDS precisam de ordem humana para disparar, mas a próxima geração a dispensará. Foto: Mike Derer/AP

Meses antes de Adolf Hitler invadir a Polônia, Isaac Asimov começou a série de contos Eu, Robô, na qual apontava para um futuro de ordem e progresso em que os robôs assumiriam todo trabalho pesado ou arriscado. E pouco antes de Pearl Harbor, formulou as famosas “três leis da robótica”, para garantir a humanos escaldados por um suposto “complexo de Frankenstein” que jamais teriam de temer suas máquinas, programadas para não ferir seres humanos.
Tais leis não passavam de um artifício para tornar possíveis os enredos cerebrais da quase utopia tecnológica concebida na juventude do escritor de ficção científica depois conhecido como “o Bom Doutor”. Mas na realidade do século XXI, no qual robôs construídos para ferir e matar estão em ação em várias frentes de batalha, há quem exija com seriedade não um programa para impedir que robôs façam o mal, o que seria pedir demais, mas que ao menos respeitem as leis de guerra e evitem crimes contra a humanidade.
“Sobre a Responsabilidade Moral de Robôs Militares” não é um conto de ficção científica, e sim um artigo acadêmico de Thomas Hellström, professor de Ciências da Computação da Universidade de Umeå, Suécia, publicado na revista Ethics and Information Technology, de setembro de 2012. Embora ainda estejam longe de ter inteligência ou consciência, muitos robôs atuam com autonomia para decidir e agir em razão do que captam com seus sensores. O Samsung SGR-A1, robô-sentinela sul-coreano criado em 2006, pode disparar uma metralhadora ao detectar humanos sem intervenção humana adicional, embora possa ser programado para não disparar se quem se aproxima pronunciar a senha correta.
*Leia matéria completa na Edição 720 de CartaCapital, já nas bancas

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