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Falam os delegados

por Cynara Menezes — publicado 11/05/2012 13h01, última modificação 11/05/2012 13h01
Nada bom para a Veja, o procurador-geral e o governador de Goiás, Marconi Perillo
Rodrigues

Roda-viva. Rodrigues explicou. O que dirão Gurgel e a mulher e o governador Perilo?

Esperam-se os argumentos dos próximos editoriais e artigos de colunistas em defesa da revista Veja. Na quinta-feira 10, o delegado federal Matheus Mela Rodrigues, coordenador da Operação Monte Carlo, complicou um pouco a situação de defesa febril do semanário. Segundo o policial, o jornalista Policarpo Junior, diretor da sucursal de Brasília da revista, tinha conhecimento da relação entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o senador Demóstenes Torres. O depoimento contraria a versão de que o repórter e a publicação, assim como muitos eleitores, foram enganados pelo senador, alçado em suas páginas a “mosqueteiro da ética” e baluarte da moralidade.

Repita-se: Veja não só não denunciou um parlamentar envolvido até o último fio de cabelo com um contraventor como o promoveu a ídolo da fatia conservadora do eleitorado brasileiro. Ao promover Torres, a revista manteve um meliante no Parlamento.

Rodrigues revelou ainda que as câmeras que filmaram os corredores do Hotel Naoum, em Brasília, para a reportagem “O poderoso chefão” na qual Veja “denuncia” os encontros do ex-chefe da Casa Civil José Dirceu com integrantes do governo, não eram as do circuito interno. As câmeras, afirma o delegado, teriam sido trocadas a pretexto de levar as originais ao conserto. Ou seja, as gravações que serviram de base para a reportagem podem ter sido feitas ilegalmente, o que configura invasão de privacidade.

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