
Estadunidenses saem às ruas para rejeitar SOPA e PIPA, ao mesmo tempo, poloneses rejeitam o global ACTA. Foto: Janek Akarzynski/AFP
Mais decisiva para o futuro de nossa civilização que a luta entre a Otan e a Al-Qaeda ou entre os EUA e a China pode ser a que hoje se trava entre Hollywood e o Vale do Silício, ou seja, entre a indústria cultural e a indústria da internet, cada uma com seus admiradores, pensadores e lobistas.
No primeiro time contam-se as associações de produtoras, gravadoras e tevês a cabo e associações de artistas, cinea-stas, atores e técnicos, além da Câmara de Comércio dos EUA e a central sindical AFL-CIO. No segundo, empresas como Google, Yahoo, Mozilla, Facebook, eBay, American Express, Reddit, Foursquare, Twitter, a fundação Wikipedia, associações de ativistas digitais e organizações de defesa de direitos civis, incluindo a Repórteres sem Fronteiras e a Human Rights Watch. De ambos os lados há democratas e republicanos, conservadores e liberais, esquerda e direita.
A Napster, por facilitar a troca de arquivos de música entre usuários, foi o alvo do primeiro grande processo do gênero, movido em 7 de dezembro de 1999 pela Recording Industry Association of America, associação das gravadoras dos EUA. Foi derrotada na Justiça, obrigada a bloquear o acesso aos arquivos de música em julho de 2001 e pagar uma vultosa indenização às gravadoras, que a levou à falência. Mas as gravadoras e produtoras, -mesmo tendo vencido essa e outras batalhas judiciais, continuam a perder a guerra.
*Leia matéria completa na Edição 682 de CartaCapital, já nas bancas.
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