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A indústria da reciclagem

por Francisco Quinteiro Pires — publicado 22/03/2013 11h12, última modificação 22/03/2013 11h12
O ator Nicolas Cage tenta readquirir a credibilidade que um dia lhe rendeu o Oscar

De Nova York

Nicolas cage está cansado de ser Nicolas Cage. “É chegada a hora de reinventar a mim mesmo”, disse a CartaCapital. “Preciso voltar às minhas raízes e fazer atuações como as de Despedida em Las Vegas e Asas da Liberdade.” Durante a entrevista marcada em um hotel de Nova York para divulgar o lançamento de Os Croods, animação em 3D da Dream Works que estreou no Brasil na sexta 22, Cage revelou a necessidade de ser mais do que um ator de filmes de ação, aventura e ficção científica. Há um motivo. Suas atuações recentes foram rejeitadas pelos críticos. Ele vê como solução para o desdém a liberdade e a criatividade do cinema independente.

Ao dublar a voz de Grug, o patriarca da família pré-histórica de Os Croods, Cage refletiu sobre sua trajetória pessoal e profissional, alvo costumeiro de chacota na internet e tema de interesse nas páginas dos tabloides. Em 2011, a polícia o prendeu por embriaguez e violência doméstica após ter discutido com Alice Kim, sua esposa, em uma rua do French Quarter, distrito boêmio de New Orleans. Em 2010, sua mansão em Los Angeles, antes pertencente a Tom Jones e Dean Martin, foi a leilão por falta de pagamento. Apesar de sua fortuna em 2009 ter sido estimada pela Forbes em 40 milhões de dólares, Cage enfrentava problemas com suas finanças e a Receita Federal norte-americana. Até a locadora de filmes Old Bank DVD, na Califórnia, expôs no Facebook que o ator lhe devia mais de 200 dólares de multas por atraso.

“A partir da segunda metade dos anos 1990, ele tomou uma série de decisões erradas em relação aos papéis que interpretou no cinema”, explica o crítico Marshall Fine, autor das biografias dos diretores Sam Peckinpah (Bloody Sam, 1991) e John Cassavetes (Accidental Genius, 2006). “Ao mesmo tempo, ele passou a ter complicações com seu orçamento, o que significa que precisou participar de filmes de má qualidade, mas que pagam bem, para romper a continuação desse ciclo.”

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