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A fronteira é o mar

por Luiz Antonio Cintra — publicado 06/07/2012 12h22, última modificação 06/07/2012 12h22
Estimuladas pelo pré-sal e outros investimentos, as cidades costeiras vivem um inédito surto de expansão
Macae

Ar e água. Na região de Macaé, a população cresceu 50% na década e os helicópteros povoam os céus. Foto: Diario de Dominicis

Serra ao fundo, o aeroporto de Macaé vive seu fluxo diário com especial intensidade nas primeiras horas do dia, quando faz jus ao título de o mais movimentado da América Latina em número de pousos e decolagens de helicópteros. Capazes de transportar até 16 passageiros, partem os aparelhos levando funcionários da Petrobras e contratadas da estatal para viagens de até uma hora e meia a uma das inúmeras plataformas que sugam o óleo do fundo do mar.

Na capital do petróleo, a economia pulsa no ritmo dos negócios relacionados ao ouro negro e ao gás natural, atrai trabalhadores qualificados e firmas estrangeiras, bem como brasileiros de todos os cantos do País, em busca de emprego. O trânsito difícil nas ruas da cidade reflete a prosperidade. E a perspectiva promete e assusta: os 800 veículos emplacados mensalmente sugerem que será mais e mais difícil circular pela cidade de 216 mil habitantes.

Com toda a economia ligada direta ou indiretamente à exploração petrolífera, a região de Macaé registra um crescimento populacional bem acima da média. No Censo de 2010, a vizinha Rio das Ostras, por exemplo, surgiu em segundo lugar no ranking das cidades que mais ganharam moradores em relação ao início da década. O número de residentes passou de 36 mil para 106 mil habitantes, incremento de 190% no período, com a participação expressiva de estrangeiros, que em Macaé representam 10% da mão de obra formal.

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