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A corrupção entranhada

por Cynara Menezes — publicado 30/11/2012 11h06, última modificação 30/11/2012 11h06
O que o mais novo escândalo revela sobre a mistura entre o público e o privado no Estado brasileiro
Dilma

A presidenta Dilma Rousseff.. Foto: Ueslei Marcelino/ Reuters/ LatinStock

A corrupção no Brasil parece um desses monstros de filme de terror: sempre renasce das cinzas para assombrar. Embora o último escândalo tenha como pano de fundo uma disputa por poder na Polícia Federal, como descreve Leandro Fortes à página 29, e apesar de que tudo pareça direcionado para atingir Lula e José Dirceu, a Operação Porto Seguro trouxe à luz um esquema espraiado por ministérios, agências reguladoras, Tribunal de Contas da União, incrustado em um setor vital, a Advocacia-Geral da União, e que por fim alcançava o gabinete da Presidência em São Paulo. Nada mais apropriado do que compará-lo a um vírus inoculado pelo sistema sanguíneo do Estado.
Na manhã da sexta-feira 23, a presidenta Dilma Rousseff foi avisada pelo titular da Advocacia-Geral da União, Luís Inácio Adams, de que momentos antes, por volta das 6 horas, policiais federais haviam executado uma operação de busca e apreensão na residência de um de seus principais auxiliares, José Weber Holanda Alves. O adjunto de Adams é suspeito de enriquecimento ilícito e tráfico de influência em órgãos federais.
Levaria, porém, algumas horas para Dilma ser informada, após uma entrevista coletiva dos delegados na Superintendência da PF em São Paulo, do envolvimento de uma personagem cujas relações políticas se tornariam uma dor de cabeça para o Planalto, o PT e Lula. Trata-se de Rosemary Nóvoa de Noronha, chefe de gabinete do escritório da Presidência da República na capital paulista. Indicada ao posto pelo ex-presidente, Rose, como é chamada, está ligada ao PT há cerca de 20 anos e trabalha no governo desde 2003.
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