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Um risco imaginado

por Redação Carta Capital — publicado 09/01/2011 15h05, última modificação 10/01/2011 09h17
O fim da América - Cartas a um Jovem patriota americano de Naomi Wolf

O fim da América - Cartas a um Jovem patriota americano de Naomi Wolf
Diante do que considera ameaças à democracia nos Estados Unidos, a famosa feminista canadense Naomi Wolf, descendente de vítimas do Holocausto nazista, elenca no livro O Fim da América – Cartas a um jovem patriota americano dez passos que foram dados por governantes em diferentes países e épocas para, se partindo de instituições democráticas, impor  o autoritarismo, o fascismo ou o stalinismo. E verifica que esses passos já foram dados nos EUA: “Invocar ameaças internas e externas, criar prisões secretas, desenvolver uma força paramilitar, vigiar cidadãos comuns, infiltrar-se em grupos de cidadãos, deter e libertar cidadãos arbitrariamente, perseguir pessoas-chave, cercear  a imprensa, classificar as críticas de ‘espionagem’  e a discordância de ‘traição’, subverter o Estado de Direito”.
As ameaças à democracia americana parecem reais, mas a autora também superestima as tradições democráticas dos Estados Unidos, já que lá as instituições democráticas conviveram não só com a escravidão e com a segregação racial, como também continuam convivendo com os obstáculos para ser eleitor ou para se sindicalizar. Note-se que apenas 25% da população votou em Barack Obama, embora ele seja um dos presidentes com a maior proporção de votos em relação à população de toda a história de seu país.