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Um herói classe média

por Orlando Margarido — publicado 07/10/2010 10h47, última modificação 11/10/2010 10h50
Em Tropa de Elite 2, José Padilha investe apenas nas certezas de seu público
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O diretor Padilha orienta Wagner Moura, o herói Nascimento, em set do filme, que jamais atira no velho espectador

Em Tropa de Elite 2, José Padilha investe apenas nas certezas de seu público

Se uma das perspectivas atuais para a aceitação popular de um filme vem das ruas, na forma da pirataria, o primeiro Tropa de Elite consagrou-se, como se sabe, exemplarmente nesse contexto. Três anos depois, prevista a mesma trajetória, a sequência da trilogia pretendida por José Padilha tomou antes para si uma tarefa mais homérica do que a do Capitão Nascimento, por ironia levada a fim pelo modelo real deste. Foi Rodrigo Pimentel, ex-combatente do Bope e autor do livro original, quem organizou toda a segurança necessária às matrizes em película para que não fossem parar em mãos reprodutoras, como aconteceu ao trabalho anterior.

Outros cuidados foram tomados, como numerar cada rolo e dispensar, por enquanto, o formato digital. Sabedor da vocação de representante de um projeto cinematográfico nacional que se pretende ao mesmo tempo respeitado e aguerrido no mercado, o diretor tratou ainda com mais dedos seu Tropa de Elite 2. A exibição em público pela primeira vez ocorreu apenas três dias antes da estréia oficial, na sexta-feira 8, a seguros 128 quilômetros de uma metrópole perniciosa como São Paulo. Paulínia, polo de geração de cinema mais ativo no momento, foi escolhida por auxiliar na distribuição da fita. Um momento estelar, com direito a tapete vermelho, imprensa requisitada em longa espera no teatro lotado de 1,3 mil lugares e acolhida entusiasmada, simbólica do que está por vir.

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 617, já nas bancas.