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Cultura

Dos olhos meus

Na imensidão

por Valéria Almeida — publicado 31/01/2011 16h34, última modificação 02/02/2011 12h44
Um ensaio fotográfico que faz parte do projeto "Na Imensidão", uma análise íntima do papel dos seres e das criações diante do mundo. Na coluna de Valéria Almeida
Na Imensidão

Um ensaio fotográfico que faz parte do projeto "Na Imensidão". Uma análise íntima do papel dos seres e das criações diante do mundo. Na Coluna de Valéria Almeida

Minha paixão pela fotografia surgiu no primeiro ano da faculdade de Jornalismo, quando tive acesso a uma velha máquina analógica da Nikon que me deixou fascinada. Meu mundo passou a ser o pequeno laboratório da universidade, onde as pessoas se apinhavam para garantir sua vez. O processo de revelação me deixava ansiosa, mas extremamente feliz, e aquela escuridão, a química, os testes, para descobrir o tempo certo para fazer a imagem em preto e branco surgir no papel, fazia tudo parecer muito mágico.

Aos poucos, fui transformando a fotografia na minha forma de transmitir informação, de expressar o que via e sentia e logo tudo se modernizou. As máquinas e os rolos de filme, que me encantavam, deram vez aos equipamentos digitais e, como não poderia deixar de ser, adaptei-me. Fui estudar fotografia e passei a admirar ainda mais fotógrafos como Henri Cartier-Bresson, Pierre Verger, Sebastião Salgado, Thomaz Farkas, Mario Cravo Neto, Julia Margaret Cameron, Mauren Bisiliat, entre outros.

Todavia, apesar de tantas influências na fotografia em preto e branco, sempre fui amante das cores fortes, do colorido exagerado. Hoje, após dez anos do meu primeiro contato com a fotografia - quando vi “nascer” minha imagem num tom completamente cinza, lavado pela inexperiência, aventuro-me a apresentar parte do projeto Na Imensidão, que trata de uma análise íntima do papel dos seres e das criações diante do mundo.