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Muito Além de Machu Picchu

Norte do Perú possui ruínas de importantes civilizações pré-incaicas
por Rota Inca — publicado 03/08/2010 16:54, última modificação 03/08/2010 16:54
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Muito Além de Machu Picchu

Palácio de Chan Chan, Trujillo, Perú

Norte do Perú possui ruínas de importantes civilizações pré-incaicas

O Perú foi o centro do império inca, que desde seu estabelecimento em Cuzco  teve um período de rápida e  ampla expansão, interrompida pela chegada dos espanhóis.

Os incas desenvolveram um sofisticado sistema adminstrativo e comunicacional, que permitiu controlar um território que configura o maior império de sua época. Porém, grande parte de seu desenvolvimento foi fruto de muitos séculos de avanços de outras culturas -sobretudo andinas- das quais incorporou tecnologias e saberes. Os incas se expandiram através de batalhas e de acordos com outros povos que se submetiam voluntariamente ou através de casamentos entre nobres. Mantinham-se os poderes locais por meio dos curacas, líderes regionais com funções administrativas e espirituais.

Por todo o Perú e por países que fizeram parte do Tahuantinsuyo, o império inca, é possível encontrar também a herança de outros povos. Seguindo ao norte da capital Lima estão alguns dos mais valiosos achados arqueológicos do país. Desde a cidade de Trujillo, é possível visitar um dos nove palácios que fizeram parte da cidade de Chan Chan, capital da civilização costeira Chimú, que durou de 850 a 1470 d.C, quando foi conquistada pelos incas.

O Palácio Tschudi é o único aberto pra visitas turísticas e constitui uma cidadela onde habitavam nobres, militares, sacerdotes e o rei Chimú. Ao morrer o rei era enterrado junto a oferendas e parentes próximos que eram sacrificados. Os arqueólogos acreditam que o novo rei tinha que construir outro palácio e para isso necessitavam conquistar mais territórios e riquezas.

Muros de mais de 10 metros de altura cercam o imenso palácio construído de areia na desértica costa peruana, a poucos quilômetros do Oceano Pacífico. A arquitetura e decoração incluem figuras de peixes e aves marinhas e formas de redes de pesca e ondas do mar.  Contrastando com a aridez do local, dentro do palácio encontra-se um grande reservatório de água fruto da perfuração do lençol freático que servia para abastecer a cidade e para render cultos à lua, que refletia nas águas.

Não muito longe dali estão vestígios de outra importante civilização, os Moches ou Mochicas. A cultura moche existiu entre os séculos I e VIII d.C e antecedeu aos Chimús. Destacaram-se por serem primorosos ceramistas e pelo bom manejo de metais como cobre e ouro. As huacas- consideradas templos sagrados- ajudam a contar parte dessa história, como é o caso da Huaca del Sol e Huaca de la Luna, nas quais seguem sendo realizadas atividades de escavação arqueológica.

Na cidade de Lambayeque se encontra o excelente Museu Tumbas Reais de Sipán. De arquitetura arrojada e inspirada nas pirâmides mochicas, o museu possui um acervo que permite apreciar o valor das peças elaboradas por essa civilização. Mais valioso que o ouro ali encontrado são os achados da tumba de um dos governantes moches, conhecido como O Senhor de Sipán. Descoberta em 1987, foi a primera vez no país que encontrou-se a tumba de um importante governante pré-colombiano totalmente intacta e livre de saques, a qual está reproduzida no museu.

Dali, os 140 expedicionário da Ruta Inka 2010 se despediram do Perú, principal centro arqueológico da América do Sul. O próximo destino é o Equador, que apesar de não ter tantos vestígios desse passado de grandes civilizações é um país onde os movimentos indígenas do presente tem apresentado uma importante participação nas questões políticas nacionais.

Clique aqui e confira fotos da expedição

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