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Morre Elizabeth Taylor, uma das grandes divas do cinema

por Sul 21 — publicado 23/03/2011 12h15, última modificação 23/03/2011 12h11
No hospital há dois meses, Elizabeth morre deixando para trás uma carreira espetacular. Por Jorge Seadi e Milton Ribeiro

Por Jorge Seadi e Milton Ribeiro

O cinema perde uma de suas grandes divas. Morreu Elizabeth Taylor. Estava internada há dois meses no Hospital Cedars Sinai de Los Angeles por problemas cardiovasculares. Liz tinha 79 anos. A morte ocorreu nesta manhã de quarta-feira (23) e foi confirmada pelo filho Michael Wilding. Taylor deixou quatro filhos — Michael, Liza, Maria e Christopher.

Participou de 50 filmes e ganhou, duas vezes, o Oscar de melhor atriz: primeiro por Disque Butterfly 8 (1960) e depois por Quem tem medo de Virginia Woolf (1965). Em 1960 se tornou a atriz mais bem paga do mundo.

Elizabeth Rosemon Taylor nasceu em 1932 em Londres, Inglaterra, em uma família de intelectuais. Depois de uma infância infeliz, mudou-se com sua mãe para Los Angeles. Conhecida como Liz Taylor, começou sua carreira no cinema aos 10 anos, graças a seus olhos azuis-violeta. Contratada pela Universal Pictures, filmou There’s One Born Every Minute, mas não teve o contrato renovado. Assim como o amigo pessoal Mickey Rooney, revelou talento participando de filmes infanto-juvenis. A partir de então, apaixonou-se pela profissão e permanecer no estúdio tornou-se o maior sonho.

Evoluindo, tornou-se respeitada pela crítica. Nos anos anos 50 filmaria dramas como Um lugar ao Sol, com Montgomery Clift; Assim Caminha a Humanidade, com Rock Hudson e James Dean. Nessa década faria ainda A última vez que vi Paris, ao lado de Van Johnson e Donna Reed.

Elizabeth foi referenciada como uma das mulheres mais bonitas e desejadas de sua época. Foram oito casamentos, o mais famoso com o ator inglês Richard Burton com quem se casou duas vezes e participou de filmes como o antológico Cleópatra.

Em 1985, após a morte de seu grande amigo, o ator Rock Hudson, ela iniciou uma grande campanha em favor dos portadores de AIDS. Em 2004, passou vários meses hospitazada por diversos problemas como uma fratura na espinha e problemas cardiácos. Ela também teve problemas com o alcoolismo. Em 1997, Taylor passou por delicada intervenção no cérebro para remover um tumor.

Foi amiga do Rei do Pop Michael Jackson, que lhe dedicou vários de seus trabalhos, inclusive a canção “Liberian Girl”.

Essa matéria foi publicada originalmente em Sul 21

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