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Mais do que uma arte cínica

por Rosane Pavam publicado 29/07/2011 11h29, última modificação 29/07/2011 11h29
Amy Winehouse legou à música pop a pungência da própria biografia
Mais do que uma arte cínica

A cantora, após o sucesso do segundo disco, na Londres de 2007. Foto: Matt Dunham/AP

Amy Winehouse só queria dormir. E ela sempre soube o que quis. Por isso, o segurança a deixou em casa, sem contestar, na sexta-feira 22. Voltou na tarde do dia seguinte, mas ela não o respondeu. Foi quando o rapaz a viu sozinha, desacordada sobre a cama de sua confortável casa em Camden Town, na Londres setentrional onde ela nasceu pobre. Ele ligou por socorro, mas não houve o que fazer. A ambulância a levou morta dali, encoberta dos pés à cabeça por um lençol vermelho.

Todos amavam Amy Winehouse, branca de poderosa voz negra, a evocar o passado da música americana, entre o soul e o rhythm’n’blues ditos como protestos de amor. Por todos entenda-se, como exemplo, o cantor Tony Bennett, com quem ela estivera em estúdio pela última vez, em março. O guitarrista Ron Wood e o produtor Mark Ronson a viam respectivamente como amiga e irmã. E, entre os suspiros de Lady Gaga, Rihanna e Lily Allen no Twitter, é preciso notar que Boy George manifestou “tristeza e raiva” com o ocorrido, para que um engraçadinho o retrucasse: “Com um pouco de sorte, você encontrará Amy logo mais”.*

*Leia a íntegra da matéria na edição 657 de CartaCapital, nas bancas nesta sexta-feira 29