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Embalando o domingo

por Daniela Arrais — publicado 01/03/2011 10h24, última modificação 01/03/2011 10h24
O disco de Juliana R. tem o frescor das composições de uma garota que muda de cidade, de sentimentos e que passou os últimos anos colocando tudo isso no papel

Juliana R. canta e compõe para fugir e se adaptar. Não à toa quase metade das faixas do seu primeiro disco, Fuga, Longe, Desde Que Cheguei e Viagem, versa sobre esses temas. O disco tem o frescor das composições de uma garota que muda de cidade, de casa, de sentimentos e que passou os últimos anos da adolescência e os primeiros da juventude colocando tudo isso no papel e no violão.
Juliana mudou-se de Sorocaba para São Paulo há cinco anos. Queria estudar cinema, mas fez fotografia. Quando encontrou um mínimo de segurança, em parte pelo incentivo do pai, aventurou-se a gravar suas músicas. Entrou no MySpace, conheceu gente do meio da música, começou a mostrar suas canções, a fazer shows e parcerias.
Na sua estreia no mercado fonográfico, a cantora se arrisca a cantar em português, inglês e espanhol, com sua voz doce e, por vezes, mutante. Suas influências vão de Serge Gainsbourg e France Gall a PJ Harvey e Juana Molina. São influências tão díspares que tornam impossível classificar Juliana R. apenas como artista folk, o que aconteceu logo que ela começou a fazer shows. O folk aparece, sim, em faixas como Since I’ve Met You, mas a cantora vai além e aproveita a produção de Fabio Pinczowski, da banda Mamma Cadela, para experimentar sons tão distintos quanto um reggae em Dry These Tears e uma baladinha romântica em If You Could See me Now. O resultado é uma mistura boa, ideal para embalar aquelas tardes de domingo.
Juliana R. Ybmusic