Você está aqui: Página Inicial / Cultura / Demasiado humano

Cultura

Cinema

Demasiado humano

por Rosane Pavam publicado 12/12/2010 15h25, última modificação 12/12/2010 15h25
Em Oceanos, que estreia dia 17, o objetivo é impactar o expectador a ponto levá-lo a defender a causa marinha

Cardumes que lembram ciclones, filhotes de tartarugas marinhas em fuga como os americanos na praia de Omaha, bocas que se abrem como se cantassem. Em Oceanos, que estreia dia 17, fala-se do mundo marinho em aproximação ao terreno, com sonoplastia. O objetivo é impactar o espectador a ponto de levá-lo seguramente a defender a causa marinha.
Aceite ou não essa condição de manifesto, quem vê o filme usufrui  de raras oportunidades, como a visão próxima das baleias em meio à chuvarada de peixes e de aves mergulhadoras. É uma obra de estupenda fotografia e grandiosa encenação. Mas não chega a ser um documentário se não informa cada circunstância, o país em que se filma, a espécie que se comenta, cada uma delas inserida em narrativa sequencial aleatória a evocar as emoções humanas.
Porque deseja nos lembrar que o tempo urge na direção das resoluções ambientais, Oceanos trabalha de forma poética. E não queira ser um japonês no momento deste filme em que um deles interpreta o ato impiedoso de devolver um tubarão vivo ao mar, sangrando, sem algumas de suas partes. O estereótipo vive. Um pesqueiro do Oriente em mares ilegais parece ser ainda a mais perfeita representação  do homem contemporâneo
e sua vilania.