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Com a granada na mão

por Francisco Quinteiro Pires — publicado 17/11/2011 10h24, última modificação 18/11/2011 10h26
Um livro e uma exposição discutem o legado de Diane Arbus, que registrou os excluídos da América
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Um livro e uma exposição discutem o legado de Diane Arbus, que registrou os excluídos da América

Quando se matou em 26 de julho de 1971, a fotógrafa Diane Arbus interrompeu, aos 48 anos, uma atividade que chamava de “pecado privado”. Diane definiu as suas imagens como “segredos sobre um segredo”. Ela compartilhou uma crença do pintor René Magritte:

“Tudo o que vemos esconde outra coisa. Sempre queremos ver o que se oculta por trás daquilo que vemos”.

 

Depois do suicídio, Diane teve o seu passado envolvido em silêncio por Doon Arbus, a filha mais velha. Doon controla com mão de ferro o Diane Arbus’ Estate (o acervo da fotógrafa). “É desastrosa”, diz William Todd Schultz, sobre a atitude de Doon. “Ela tem a noção ingênua de que as fotos não precisam de intérprete, mas a arte ganha vida quando é interpretada.”

 

Professor da Pacific University, Schultz publicou recentemente An Emergency in Slow
Motion, The Inner Life of Diane Arbus sem nenhuma foto, pois não recebeu a autorização
da herdeira. Schultz analisa o perfil psicológico da retratista americana. “O comportamento é a memória em ação”, justifica-se. Ele usou como fonte Diane Arbus (1972), Diane Arbus: Magazine work (1984), Untitled (1995) e Revelations (2003), livros supervisionados por Doon, e Diane Arbus (1984), biografia de Patricia Bosworth.

 

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