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Billy Paul e Prince

por Rosane Pavam publicado 04/05/2016 04h36
A transcendência na música pop
Levi Bianco/Brazil Photo Press/AFP e Kai-Uwe Wärner/DPA/AFP
Prince

Billy Paul representou o Philadelphia Soul. Prince Rogers Nelson foi estrela absoluta do pop

Prince Rogers Nelson, morto aos 57 anos, dia 21, de causas até o momento não estabelecidas, caminhou por onde quis na música popular. Desconsiderou os limites entre o funk, o rock, o rhythm and blues, o pop e o jazz. Compôs clássicos e tocou todos os instrumentos em seus discos. Nas apresentações ao vivo, vestiu ternos coloridos e rendas, encenando grande dose de sensualidade. Sobre o palco, as mulheres foram donas da sua percussão, das cordas, da voz.

Foi estrela absoluta do pop, a ponto de associar a cor púrpura a ele próprio, depois de ter lançado, em 1984, o disco e o filme intitulados Purple Rain, tema de capa da revista New Yorker em sua homenagem. Era completo musicalmente e extravagante em vários aspectos, um adepto das Testemunhas de Jeová que, durante certo período da vida, desinteressado em repetir-se e submeter-se aos executivos de gravadora, quis ser associado não a seu nome, mas a um símbolo. 

No dia 24, vítima de um câncer no pâncreas, outra estrela da música americana morreu sem a mesma chuva de reconhecimento. Aos 81 anos, Billy Paul representou o Philadelphia Soul, um gênero da soul music a utilizar elementos do funk, cordas e sopros.

No início de sua carreira, Paul cantou ao lado de grandes do jazz, como Charlie Parker e Dinah Washington. Intérprete-inventor, transformou um clássico como Your Song, de Elton John, em uma canção própria, original. Me and Mrs. Jones tornou-se sua marca, em 1972. Nos últimos anos, um dos standards do pop a compor seu repertório foi Purple Rain.

*Publicado originalmente na edição 899 de CartaCapital, com o título "Negro e púrpura"