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A torpeza dos heróis

por Alvaro Machado — publicado 02/08/2016 04h01
Atualidade da peça no contexto brasileiro vem da mofa com que shakespeare trata governantes
João Caldas
Troilo e Créssida

Troilo, filho do rei troiano Príamo, apaixona-se por Créssida, filha do sacerdote Calcas, passado para o lado grego por profetizar a derrota de seu povo

Shakespeare colocou ponto final em Hamlet em 1602 para escrever em seguida Troilo e Créssida, que aborda em tom de comédia uma tragédia de amor impossível, em meio à mãe de todas as guerras, a da Grécia contra Troia. 

Troilo, filho do rei troiano Príamo, apaixona-se por Créssida, filha do sacerdote Calcas, passado para o lado grego por profetizar a derrota de seu povo.

Ao ecoar o rapto da rainha grega Helena por Páris de Troia, o dramaturgo expõe a torpeza das reais motivações dos heróis bélicos. 

A atualidade da peça no contexto brasileiro advém da mofa com que o bardo inglês trata as disrupções de ética e de moral dos governantes, cuja única redenção possível seria o amor entre os jovens.

A diretora e professora Bete Dorgam imprimiu tom de bufoneria e jovialidade musical à montagem da Cia. da Matilde, que pretende encenar as 39 peças do bardo.

Troilo e Créssida. Teatro João Caetano, São Paulo. Até 28 de agosto