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Cultura

Exposição

A palavra materializada

por Ana Ferraz publicado 11/05/2016 04h30
"REVER", a mostra retrospectiva e prospectiva do poeta Augusto de Campos que ocorre em São Paulo
Augusto-de-Campos

Amortemor (1970)

Augusto de Campos não sabe se o que faz ainda é poesia concreta. “Fiquei mais ‘pop’. Mas sempre ‘verbivocovisual’”, define o artista e intelectual, numa referência ao termo cunhado por James Joyce para destacar a materialidade do poema. Aos 85 anos, Campos vê sua produção literária de 65 anos ser inserida no âmbito das artes visuais.

“A ideia de REVER é criar um ambiente imersivo com os poemas, sejam escritos, falados, desenhados, esculpidos, sejam projetados. Uma ‘invasão’ poética e visual em que a palavra é expandida para além dos limites dos livros”, afirma o curador Daniel Rangel, diretor do Instituto de Cultura Contemporânea.

Setenta e cinco obras, entre serigrafias, objetos, esculturas, colagens, instalações, áudios, animações e vídeos em 3D materializam poemas contidos em Viva Vaia (1979), Despoesia (1994), Não (2003) e Outro (2015). Para Campos, a mostra é retrospectiva e prospectiva. “Retrospectiva porque abrange obras que representam todas as etapas da minha poesia e prospectiva porque procura acentuar alguns trabalhos que mais se alinham ao programa verbivocovisual.” 

REVER _ Augusto de Campos. Sesc Pompeia, São Paulo. Até 31 de julho

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Viva Vaia (1972), poesia para além dos livros