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As idéias descontinuadas

por Rosane Pavam publicado 06/08/2010 06h18, última modificação 06/08/2010 15h31

João Sayad quer mudanças que os opositores intitulam “desmonte”

Os rumos que a TV Cultura tomará até a posse do novo governo paulista, em janeiro próximo, não passam distantes daquilo que pensa o atual presidente da Fundação Padre Anchieta, responsável por geri-la. Ou, dizem alguns de seus detratores, o que o  presidente João Sayad deixa de pensar para o futuro da emissora é o seu norte. Os 1,8 mil funcionários da empresa já sabem que o ex- secretário estadual de Cultura de São Paulo entre 2007 e maio de 2010  pretende reduzi-los à mínima presença, fiel à ideia de que a emissora de missão pública precisa render mais, liberada de seus serviços, alegadamente custosos. Mas o presidente não lhes mostrou de forma transparente, até o fechamento desta edição, um plano de reestruturação. O Sindicato dos  Jornalistas do Estado de São Paulo informou ter solicitado uma reunião com Sayad para esclarecimentos.

No dia 4, disse a Fundação Padre Anchieta em seu site:  “A TV Cultura é patrimônio querido dos paulistas e brasileiros, com um acervo de ótimos programas e vários artistas e jornalistas de sucesso que começaram aqui, mas que precisa se renovar. Perdeu audiência, qualidade e se tornou cara e ineficiente.”

O texto respondia indiretamente ao que publicara naquele dia o portal R7, por meio do jornalista Daniel Castro. Anunciado no perfil de seu blog como responsável por “elevar a cobertura de televisão, tratando o veículo como uma indústria”, Castro disse que a Cultura demitiria até 1,4 mil funcionários.

*Confira o conteúdo na íntegra da edição impressa.