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Arqueólogos descobrem cidade Maia no México

por AFP — publicado 19/06/2013 11h21, última modificação 19/06/2013 11h43
A cidade, que dominou uma vasta região há 1.400 anos, "permaneceu oculta na selva" durante séculos. A descoberta aconteceu há duas semanas
Pedro Pardo / AFP
Maias

Parte do sítio arqueológico de Chichen Itza no estado de Yucatán, México, em dezembro de 2012

CIDADE DO MEXICO (AFP) - Um grupo internacional de arqueólogos descobriu em Campeche, no leste do México, uma antiga cidade Maia que dominou uma vasta região há 1.400 anos, informou nesta terça-feira 18 o mexicano Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH). A cidade "permaneceu oculta na selva" durante séculos, até ser descoberta há duas semanas por uma equipe de arqueólogos que a batizou de Chactún, o que significa 'Pedra Vermelha' ou 'Pedra Grande' em Maia.

A cidade Maia, situada entre as regiões de Rio Bec e Chenes, tem mais de 22 hectares e viveu seu esplendor entre os anos 600 e 900.

"É definitivamente um dos maiores sítios das Terras Baixas Centrais" da civilização Maia, disse Ivan Sprajc, arqueólogo do Centro de Pesquisas Científicas da Academia Eslovena de Ciências e Artes, que liderou a expedição. A descoberta foi possível graças à análise de fotos aéreas de vestígios arquitetônicos, explicou Sprajc.

"São as estelas e altares que melhor refletem o esplendor da cidade contemporânea de urbes Maias como Calakmul, Becán e El Palmar, destacou o INAH. Inscrições em uma das estelas contam que o governante K'inich B'ahlam "cravou a Pedra Vermelha (ou Pedra Grande) no ano de 751", o que levou os cientistas a chamar a cidade de Chactún.

O sítio conta com numerosas estruturas de tipo piramidal, de até 23 metros de altura, assim como dois campos de jogo de pelota, pátios, praças, monumentos e residências.

Segundo o arqueólogo, o achado pode esclarecer a relação entre as regiões de Rio Bec e Chenes, assim como seu vínculo com a dinastia Kaan estabelecida em Calakmul.

A expedição foi financiada pela National Geographic Society e pelas empresas austríaca Villas e eslovena Ars longa.

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