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Paolla Oliveira, a silhueta que venceu a crise

por Nirlando Beirão publicado 12/02/2015 06h18, última modificação 11/06/2015 19h17
A raposa solta em Brasília. A secura do Alckmin. Mas o Brasil só tem olhos para Paolla Bond
Zé Paulo Cardeal/TV Globo
Paolla

O sedução selvagem e carnal de Dani Bond (Paolla Oliveira) não discriminou gênero, idade ou padrão ético

O assunto dos últimos dias não foi a eleição do livre-empreendedor Eduardo Cunha para o terceiro cargo da República – apesar da flamejante excitação que a feiosa figura provoca nas tiazinhas midiáticas de Brasília – nem mesmo o apagão hídrico promovido pelo governador Alckmin.

Do Oiapoque ao Chuí, do litoral ao Cerrado, o assunto é o bumbum da Paolla Oliveira, mostrado com curvilínea nitidez no seriado Felizes Para Sempre? (Globo). A calipígia revelação impõe, de cara, a troca da interrogação do título para uma imediata interjeição. Ou várias. Depois do que se viu, no exercício daquela sedução selvagemente carnal que Paolla Oliveira (Danni Bond) promove, sem discriminar gênero, idade ou padrão ético, não cabe mais dúvida alguma. Só não será feliz quem não quiser.

Felizes Para Sempre? trouxe Euclydes Marinho de volta à sua melhor inspiração, com contorsões dramatúrgicas sublinhadas pela lente e pela luz de Fernando Meirelles, ainda inumes ao déjà vu da televisão. O mesmo Euclydes Marinho que acertou a mão em Quem Ama Não Mata (de 1982), em cuja fonte Felizes Para Sempre? claramente bebeu.

O Euclydes Marinho que erra a mão é o que se deixa arrastar pelas citações da conjuntura, tão rasteiras que sugerem a leitura excessiva do Globo e do Estadão. O seriado atual, com Paolla no foco, desviou dessa armadilha.

*Publicado originalmente na edição 836 de CartaCapital, com o título "A silhueta que venceu a crise"