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Política

Operação Lava Jato

Supremo autoriza vistoria em gabinete de Eduardo Cunha

por Redação — publicado 06/05/2015 12h42
Buscas ocorreram a pedido do procurador-geral da República e se referem às investigações de aluguel de navio-plataforma
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Eduardo Cunha nega participação na Lava Jato

Eduardo Cunha é um dos políticos investigados pela Operação Lava Jato

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que um oficial de Justiça fizesse buscas no gabinete do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para coletar materiais que possam trazer novos indícios às investigações da Operação Lava Jato, que apura desvios de recursos públicos e pagamentos de propinas na Petrobras. 

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, um oficial de Justiça cumpriu a ordem de busca e apreensão no gabinete do deputado nesta segunda-feira 4. A assessoria da presidência da Câmara, no entanto, nega a visita.

Cunha está entre os 50 investigados pela Procuradoria com inquéritos abertos no Supremo e é suspeito de ser um dos beneficiários das propinas vindas do esquema envolvendo um contrato de aluguel de um navio-plataforma das empresas Samsung e Mitsui. 

De acordo com o doleiro Alberto Youssef, um dos delatores da Lava Jato, Cunha teria idealizado dois requerimentos, de 2011 e oficialmente são de autoria da ex-deputada federal Solange Almeida (PMDB-RJ), para averiguar a auditoria dos contratos entre Mitsui, Samsung e Petrobras. O pedido é entendido como uma "ameaça", após o pagamento de propina ter sido suspenso.

Agora, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, suspeita que os documentos que poderiam comprovar a participação do peemedebista neste esquema estão presentes no gabinete de Cunha.

O presidente da Câmara nega qualquer participação no esquema de corrupção investigado pela Lava Jato.