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Política

Operação Lava Jato

STF autoriza quebra do sigilo bancário de Eduardo Cunha

por Revista Fórum — publicado 08/01/2016 11h41, última modificação 08/01/2016 12h02
Investigação tenta saber se ouve uso irregular das empresas Jesus.com, C3 Produções e Rádio Satélite
Alex Ferreira/ Câmara dos Deputados
Eduardo Cunha

Investigadores suspeitam que Cunha passou dinheiro de contas na Suíça para companhias

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sua esposa, Cláudia Cruz, e sua filha, Danielle Dytz da Cunha, além de pelo menos três empresas ligadas à família. Zavascki é relator da Operação Lava Jato no STF e atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o período de análise será entre 2005 e 2014. Cunha e seus familiares estão sendo investigados pelo Supremo por supostas contas secretas no exterior, abastecidas com recursos de desvios de dinheiro da Petrobras.

A intenção da quebra de sigilo é obter detalhes da movimentação financeira do deputado e do possível uso irregular de empresas como Jesus.com, C3 Produções e Rádio Satélite, que atuam na área de Comunicação. Investigadores apontam que as contas mantidas em um banco suíço teriam repassado dinheiro para uma das companhias.