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Política

Operação Lava Jato

Situação de Graça Foster era insustentável

por Redação — publicado 04/02/2015 11h32, última modificação 04/02/2015 12h10
O desastrado cálculo sobre as perdas da Petrobras por conta de corrupção foi a gota d'água
Antonio Augusto / Câmara dos Deputados

Desde o fim do ano passado circulavam rumores da demissão de Maria das Graças Foster da presidência da Petrobras. Embora a presidenta Dilma Rousseff confie na executiva e apesar de seu claro esforço para limpar a estatal das sequelas dos escândalos de corrupção, Graça Foster não tinha mais condições políticas de comandar a maior empresa brasileira, sugada por um espiral de más notícias e sem sinais de reação. O cálculo desastrado (e incorreto) das perdas da companhia em decorrência dos malfeitos, de 88 bilhões de reais, enterraram de vez as chances de ela permanecer no cargo. Até então, Dilma resistia em demiti-la. As ações da Petrobras chegaram a subir na terça-feira 4 mais de 10% quando se espalharam os boatos da demissão.

Dilma Rousseff, tudo indica, não confia em mais ninguém do atual quadro de funcionários da estatal para assumir a presidência. O nome mais aventado em Brasília e no setor financeiro paulista para substituir a executiva é o de Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central nos dois mandatos de Lula. Não basta, porém, trocar a diretoria. Em seu blog, o jornalista Luís Nassif publicou as recomendações de um especialista em recuperação de empresas para salvar a Petrobras. São elas:

1.    Separar o presente do passado. Montar um task-force para o passado e permitir os diretores de cuidar do presente.

2.    Resolver as pendências do balanço. Forçar a Price a dizer o que quer, negociar e obedecer.

3.    Separar a gestão de ativos não essenciais em uma Pessoa Jurídica diferente e operá-los como ativos à venda.

4.    Motivar a média gerência. Sob nova direção, há um enorme grupo de gestores capacitados a levantar os resultados da companhia.

5.    Enviar para dentro e para fora indicações fortes de austeridade.