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Senado aprova Luiz Fachin, indicado por Dilma, para o STF

por Redação — publicado 19/05/2015 19h14, última modificação 19/05/2015 19h47
Apesar de campanha negativa por ser considerado progressista pela oposição, nome do jurista foi aprovado por 52 votos a 27
Marcos Oliveira/Agência Senado

O Plenário do Senado Federal aprovou, na noite desta terça-feira 19, o nome do jurista Luiz Edson Fachin para o Supremo Tribunal Federal, por 52 votos a 27. O advogado foi indicado pela presidenta Dilma Rousseff para assumir a vaga deixada pelo ex-ministro Joaquim Barbosa, que se aposentou.

A votação era aguardada sob grande expectativa em função do momento delicado do governo e da campanha negativa do qual o advogado era alvo. O motivo é que a oposição considera o indicado “progressista” por ser próximo a movimentos sociais e ter declarado voto em Dilma na última eleição. O nome de Fachin também não tinha apoio do presidente do Senado, Renan Calheiros.

Ainda assim, Fachin tinha sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, na semana passada. Na ocasião, ele foi questionado sobre diversos assuntos, como casamento gay, aborto, poligamia, democratização da mídia e Marcha da Maconha. Agora, ele poderá ser empossado no STF.

Fachin foi o quinto ministro do STF indicado por Dilma Rousseff. Na atual composição do Supremo. Além dele, a presidenta já nomeou Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso. Dos restantes, os ministros Ricardo Lewandowski, atual presidente, Cármen Lúcia e Dias Toffoli foram indicados por Luiz Inácio Lula da Silva. Gilmar Mendes chegou ao tribunal por indicação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Marco Aurélio foi indicado pelo ex-presidente Fernando Collor e Celso de Mello, decano da Corte, pelo ex-presidente José Sarney.