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Quem é Wellington César Lima e Silva

Indicação de Jaques Wagner, novo ministro da Justiça atuou como procurador de Justiça da Bahia
por Tory Oliveira publicado 29/02/2016 16h46
Ascom / MP-BA
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Wellington César Lima e Silva assume a pasta no lugar de Cardozo, que vai para a AGU

Escolhido nesta segunda-feira 29 para ocupar o cargo de ministro da Justiça, no lugar de José Eduardo Cardozo, que deixou a pasta para assumir a Advocacia Geral da União, o baiano Wellington César Lima e Silva atuou como procurador de Justiça no Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA).

A mudança no Ministério da Justiça foi anunciada, por meio de um comunicado oficial, pela presidenta Dilma Rousseff. A saída de Cardoso provocou uma dança das cadeiras: o ex-ministro da Justiça assumirá a Advocacia-Geral da União, substituindo Luiz Inácio Adams, que, de acordo com a nota oficial, saiu do cargo por razões pessoais. Assim, Luiz Navarro de Brito ocupará o cargo de ministro-chefe da Controladoria Geral da União.

Na função desde o primeiro mandato de Dilma Rousseff, Cardozo foi o mais longevo ministro da Justiça. Sua saída é creditada a pressões do PT, que criticava a atuação da Polícia Federal em casos como a Operação Lava Jato.  

O novo ministro foi indicado por Jaques Wagner, em mais uma demonstração de influência do ministro-chefe da Casa Civil no Planalto. Wellington comandou o MP-BA por dois mandatos consecutivos, em 2010 e 2014. durante o governo de Wagner na Bahia.

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Wellington César Lima e Silva com Jaques Wágner em 2012: chefe da Casa Civil indicou o novo ministro (Foto: Ascom / MP-BA)

Mestre em Ciências Criminais e doutorando em Direito Penal e Criminologia, Wellington César Lima e Silva ingressou no Ministério Público em 1991, atuando nas comarcas de Itagimirim, Tucano e Feira de Santana.

Em 1995, foi para a capital Salvador, com cargo na Promotoria de Justiça e Assistência. Também ocupou a vaga de assessor especial do procurador-geral da Justiça em 1996, 1999 e 2000.

Em 2011, durante um evento sobre medidas socioeducativas promovido na Bahia, Wellington se manifestou contra a redução da maioridade penal, uma mudança da legislação defendida por diversos setores e classificada como um retrocesso pelo novo ministro da Justiça.

“A redução da maioridade penal é, em si, algo tão equivocado, que deveria causar constrangimento às pessoas. Ela é uma solução simplificada e insuficiente, que não pode trazer à sociedade qualquer tipo de avanço”, afirmou.