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Política

Minas Gerais

Presidente da Cemig é alvo da Operação Acrônimo

por Redação — publicado 01/10/2015 12h57
Casa de Mauro Borges foi alvo de busca na operação que investiga campanha do governador Fernando Pimentel
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Mauro Borges

Mauro Borges, presidente da Cemig, é investigado pela Operação Anacrônimo

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira 1º a 3ª fase da Operação Acrônimo, que investiga as contas de campanha do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). Foram expedidos 40 mandados de buscas em três estados. Entre os alvos da ação está a residência do presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Mauro Borges. Ele foi ministro do Desenvolvimento entre fevereiro e dezembro de 2014 quando assumiu o posto deixado por Pimentel.

Borges chegou a ir até a superintendência da PF em Belo Horizonte, em Minas Gerais, para prestar depoimento, mas já foi liberado. A investigação teve início em 2014 quando a PF apreendeu 113 mil reais em uma aeronave com o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto. Bené, como é conhecido, é dono de empresas do setor gráfico como a Dialog e a Gráfica e Editora Brasil e já firmou mais de 500 milhões em contratos com órgãos federais. Ele e mais três pessoas foram presas pela PF.

Na mesma aeronave estava um membro da campanha do governador, o ex-funcionário do Ministério das Cidades, Marcier Trombiere Moreira. Também na primeira fase da operação foram realizadas buscas na casa da esposa do governador, Carolina Oliveira. Segundo as investigações, ela é dona de uma empresa de fachada, a Oli Comunicação e Imagens, que teria sido usada para recebimento de pagamentos de empresas ligadas ao governo federal. Entre os alvos das buscas de hoje também estão a CBF, a Marfrig e a Odebercht Ambiental.